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25 de Janeiro de 2012
Transporte chega atrasado à Copa

A menos de 30 meses da Copa de 2014, o legado para o sistema de transporte de suas 12 cidades-sede está definitivamente comprometido. Pelo menos 19 obras de mobilidade urbana que deveriam ter avançado entre setembro de 2011 e janeiro de 2012, conforme previa o último balanço divulgado pelo governo federal. A lentidão dos projetos fica ainda mais evidente quando as obras são confrontadas com os desembolsos de financiamento feitos pela Caixa Econômica Federal, que é o maior agente financeiro dos empreendimentos de mobilidade, mas liberou, até hoje, apenas R$ 194 milhões dos R$ 5,3 bilhões de empréstimos pedidos por Estados e municípios.
Os gestores da Copa nas cidades-sedes ressaltam que muitos projetos de envergadura, como monotrilhos e veículos leves sobre trilhos (VLTs), ficarão como legado à população mesmo se forem concluídos somente depois do evento esportivo. No entanto, se a ideia era fixar um prazo específico para a entrega de projetos com forte impacto na mobilidade urbana de grandes cidades, o compromisso de concluir essas obras acabou se tornando algo bem mais relaxado. Cidades como Salvador e Cuiabá trocaram em cima da hora os sistemas de transporte escolhidos. Ambas tinham projetado corredores de BRT. Salvador trocou o sistema, que já tinha financiamento contratado, por uma nova linha de metrô. O governo da Bahia diz que ela só ficará pronta em 2015 - a primeira linha, que ainda não entrou em operação, está sendo construída há mais de 12 anos.