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06 de Setembro de 2011
Trânsito é pior item avaliado na administração de Salvador: 74,2%

Para o soteropolitano, ruim mesmo é o trânsito. Foi o item pior avaliado - 74,2% de ruim e péssimo - na pesquisa CORREIO/Futura sobre prefeitura e os problemas da cidade. A saúde pública, com 68,7% negativos, o atendimento à população de rua (62,4%), o transporte coletivo (55,6%) e os buracos (52,3%) também desafiam a paciência do morador da capital. A soma destes cinco itens é responsável pela avaliação negativa da prefeitura (53,2%) e do prefeito João Henrique (56,2%) na pesquisa. O prefeito encontra sua maior rejeição em Itapuã (65% de ruim e péssimo) e no Centro Histórico (64%). Sua prefeitura é melhor avaliada em Cajazeiras (60% de ótimo, bom e regular) e em Valéria (53,4%). O desgaste da imagem do prefeito é maior que o da prefeitura. A equação é simples: quem mais precisa de atendimento direto vê a prefeitura com melhores olhos do que aqueles que sofrem com as consequências dos cinco pontos mais críticos da atual gestão.
De acordo com a pesquisa, quem mais reprova a prefeitura está nas faixas entre 40 e 49 anos (59,3%) e de 30 a 39 anos (59%). A rejeição menor se dá entre os mais jovens (37,2% de 16 a 19 anos). Quando o cruzamento é feito por escolaridade, a reprovação de quem tem ensino superior (64%) é maior do que no ensino fundamental (53,1%) e no ensino médio (51%). Na divisão por sexo, os homens rejeitam mais João Henrique do que as mulheres (59,9% x 53,2%). Nas classes A/B, o prefeito tem 57,5% de reprovação contra 54,9% na classe C. Em compensação, é na A/B que o prefeito consegue seu maior índice de ótimo (4,5%). Na C, ele tem 1,4%. Campeão em avaliação negativa de Salvador, o trânsito merece um capítulo à parte na análise desta pesquisa. Com 87,3% de ruim e péssimo, Pirajá encabeça a lista dos moradores mais enlouquecidos pelo trânsito. Quem vive no Cabula também sofre: 85,7% têm na falta de mobilidade o seu pior pesadelo.