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Notícias



Setor da Construção


06 de Outubro de 2010

Trabalho na construção

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A busca acirrada por mão de obra qualificada é uma das grandes preocupações do setor de construção civil no mercado brasileiro, que tem visto essa área despontar como uma das de maior impulso nos últimos anos, por conta de projetos como o "Minha Casa, Minha Vida", criado pelo governo federal para reduzir o déficit habitacional do Brasil.


A criação de moradias para pessoas de baixa renda tornou-se um filão de negócios tão expressivo que grande parte das construtoras e incorporadoras que atuam no mercado interno resolveu até mesmo criar braços de negócios para atuar com enfoque nessa alta demanda por imóveis para essa nova classe emergente, que desponta com o aumento da renda e com o crescimento também do número de carteiras assinadas, graças à estabilidade econômica vista nos últimos dois anos. Mas de volta ao assunto mão de obra qualificada, há muito que dizer neste aspecto no mercado de construção civil.


Já há casos de empresas que resolveram criar mecanismos para qualificar seus profissionais, desde o servente de pedreiro, com aulas no início do expediente, criadas pelas áreas de Recursos Humanos das multinacionais e de empresas que atuam nesse segmento, e até mesmo para auxílio aos executivos no desenvolvimento de suas qualificações por meio de MBA e pós-graduação.


Tudo para tentar criar uma sinergia maior entre os funcionários e colaboradores da companhia, que inclusive busca imagem socialmente responsável, algo que já faz diferença no mercado. Mais do que isso, esses são alguns dos estratagemas que as empresas encontraram para também tentar reter seus talentos, uma vez que, com a mão de obra escassa na área de construção, não seria de estranhar que uma concorrente estivesse fazendo um verdadeiro "arrastão" para atrair colaboradores especializados de seus competidores.


Especialistas do ramo garantem que há casos de assédio a funcionários feitos por empresas concorrentes em canteiros de obras. Seria engraçado, não fosse preocupante o fato de valer mais a pena para as corporações investirem em reter seu quadro, que já conhece a rotina da companhia, do que ter de sair às ruas e procurar alguém para substituir quem já conhece o serviço, muitas vezes de cor e salteado.