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Setor da Construção
25 de Fevereiro de 2011
Sindicato alerta aos danos da paralisação na Construção Civil

A greve dos trabalhadores da construção civil na Bahia está causando grandes transtornos para todos. Aos beneficiários do programa “Minha Casa, Minha Vida”, pois com isso adiam o sonho do recebimento de seu imóvel. Aos trabalhadores, que deixam de receber os dias parados e ainda os benefícios. Aos empresários que tem prejuízo financeiro causado, entre outros, pelo custo fixo do aluguel de equipamentos parados nas obras e pelos atrasos na entrega dos empreendimentos. Os empresários da construção civil enfrentam várias dificuldades neste momento visto que o grande volume de construções do estado está ligado ao programa “Minha Casa, Minha Vida”, que tem preços fixos desde janeiro de 2009. Além disto, a baixa produtividade no setor vem se agravando nos últimos anos, causando a perda de eficiência e consequentemente o aumento dos custos de produção, sendo mais um impeditivo a um maior reajuste neste momento.
Após várias rodadas de negociação e vencidas as barreiras iniciais, no dia 08 de fevereiro, em reunião na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE), foi apresentada pelo mediador proposta de reajuste salarial de 10% em janeiro mais 1% a partir de julho. No mesmo dia o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Construção e da Madeira do Estado da Bahia (Sintracom-Ba), após avaliação em assembleia, rejeitou a proposta da SRTE decidindo pela greve. Com o intuito de promover um entendimento entre as partes, na rodada do dia 21 de janeiro, o mediador da SRTE, propôs reajuste de 12%, sendo 8% a partir de 1º de janeiro e mais 4% a partir de 1º de março, além de aumentar o valor da cesta básica, proposta está também não aceita pelos trabalhadores em assembleia.
O salário mínimo foi reajustado para R$ 540,00 em janeiro e para R$ 545,00 em fevereiro o que significa um reajuste de 6,86%, e que comparando com a inflação do período (6,47%), obteve um ganho real de 0,38%. Os servidores do estado, por exemplo, tiveram um reajuste de 5,93% como foi publicado na imprensa local no final de janeiro.
Diante da posição intransigente do Sintracom-Ba, que decretou greve ainda no período de negociações com o empresariado, e que, em assembléia negou duas propostas consecutivas do mediador da SRTE, e diante dos prejuízos irreversíveis ocasionados pelo prolongamento da greve, o Sindicato da Indústria da Construção (SINDUSCON-BA), em assembléia geral no dia 22 de fevereiro, aprovou, por unanimidade, a proposta de reajuste salarial de 6,47% (inflação do período) e pagamento somente dos dias trabalhados.