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Setor da Construção
18 de Janeiro de 2011
Setor comemora ajuste no limite de preço

O reajuste no teto do preço dos imóveis que podem ser financiados com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para a segunda fase do programa "Minha casa, minha vida", do goveno federal, atenderá um pleito antigo do setor. Conforme representantes da construção civil, a alteração vai adequar o valor máximo das habitações, estagnado há três anos, ao mercado atual e ao aumento dos custos, principalmente com mão de obra. De acordo com o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), Paulo Safady Simão, o aumento do valor máximo dos imóveis financiados pelo FGTS no âmbito da segunda etapa do projeto do governo federal deve ser anunciado pelo Executivo até o fim deste mês e não vai se restringir apenas às famílias que recebem mais de três até seis salários mínimos e nem apenas às cidades com 1 milhão de habitantes ou mais.
"O aumento vai ser geral e atenderá às reivindicações do segmento. Os preços máximos estavam estagnados há três anos, período em que houve inflação e aumento dos custos de construção, principalmente no que diz respeito à mão de obra. Neste sentido, o reajuste dos valores será uma adaptação natural ao mercado atual", pontuou o presidente da Cbic. Simão revelou, ainda, que o governo federal deve ampliar o teto dos imóveis que podem ser financiados pelo FGTS para famílias com renda até três salários mínimos, de R$ 80 mil para cerca de R$ 100 mil, e para a faixa que recebe de três até seis salários, de R$ 130 mil para algo em torno de R$ 150 mil.