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Setor da Construção
18 de Outubro de 2010
SCHUMPETER E A CONSTRUÇÃO CIVIL

Por Armando Avena
A competição é a mãe da inovação, por isso a construção civil na Bahia tornou-se o palco de um processo acelerado de introdução de progresso técnico. O “boom” do mercado imobiliário, e a entrada maciça de capital externo tanto do Sudeste quanto do exterior criaram um ambiente competitivo em que a inovação passou a ser fundamental. Na verdade, a construção civil na Bahia está em pleno ciclo schumpeteriano, referência explicita a Joseph Schumpeter o economista austríaco que estabeleceu que a inovação tecnológica é a mola propulsora do sistema capitalista e que os empresários são o centro do modelo econômico.
Schumpeter dizia que são os empresários que dinamizam a atividade produtiva através da inovação tecnológica, do emprego de um novo método de produção ou da abertura de um novo mercado. E assim, quando aumenta a competição, aquele empresário que tem um plano de mídia mais agressivo, que segmenta seu mercado, que diferencia seu produto, cresce e amplia os negócios. Ora, o que mais se vê no mercado imobiliário baiano nesse momento são inovações.
Os condomínios clubes, a moradia conjugada ao local de trabalho, os prédios inteligentes, os edifícios verdes com qualificação ambiental, os prédios para idosos são apenas alguns dos inovadores conceitos habitacionais que estão na praça. Em termos de novos mercados, basta falar das áreas pouco tradicionais de Salvador que se tornaram lócus de expansão imobiliária, como a rótula do Abacaxi, a Av. Paralela, a cidade Baixa, Villa Laura e tantos outros, isso sem falar nos municípios do interior. E na área da construção propriamente dita, são inúmeras as inovações que surgem a cada dia mostrando a vitalidade desse mercado.
Nesse sentido, chamou minha atenção um canteiro de obra da incorporadora Syene, que possui em suas instalações uma indústria de esquadria e outra de laminados de alumínio, constituindo-se também num canteiro industrial, caracterizando um site de produção, semelhante, guardadas as devidas proporções, aos sites industriais integrados, como o da Ford. Desde que o poder público faça sua parte, cumprindo a lei e legislando corretamente sobre o uso do solo, a competição imobiliária é boa para todo mundo, pois gera produtos mais modernos e mais baratos. E, no ritmo que vai o mercado imobiliário baiano, ainda vem muita inovação por aí.