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Setor da Construção
14 de Dezembro de 2010
Saneamento: Concessionárias buscam melhorar controles e reduzir os desperdícios

Tradicional setor em uso de capital intensivo, a prestação de serviços básicos de saneamento avança timidamente nos investimentos em inovação e tecnologia. Favorecido pelo novo marco regulatório, criado pela Lei 11.445 de 2007, que definiu o papel das agências reguladoras, estabeleceu normas, tarifas e compromissos de qualidade dos serviços, o setor aposta no uso de tecnologias de gestão e automação para reduzir custos e ganhar eficiência. A Empresa Baiana de Água e Saneamento S.A. (Embasa), sociedade de economia mista que tem o governo do Estado da Bahia como acionista majoritário, está investindo este ano em torno de R$ 170 milhões em tecnologias inovadoras. Pelo menos R$ 40 milhões serão desembolsados para a implantação de um sistema de gestão corporativa integrada, o Enterprise Resources Planning (ERP), da alemã SAP, e R$ 130 milhões na aquisição de uma nova geração de hidrômetros, visando permitir a leitura remota, em tempo real, da conta de água dos consumidores.
Outra empresa de economia mista, a Sabesp, responsável pelo fornecimento de água, coleta e tratamento de esgotos de 365 municípios do Estado de São Paulo, atendendo algo como 26,7 milhões de pessoas, dá andamento ao acordo fechado com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) para aplicar, no período de 2010 a 2014, cerca de R$ 50 milhões em tecnologias inovadoras de saneamento básico. Em termos de participação no faturamento, os percentuais investidos em inovação e tecnologias ainda são conservadores. No caso da Sabesp, informa Sampaio, o valor total investido anualmente corresponde a 2% do faturamento bruto da companhia, que este ano deve chegar a R$ 7 bilhões.
Na Embasa, além dos R$ 100 milhões contratados junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), através da emissão de debêntures simples, parte dos quais serão investidos no ERP da SAP, foram tomados mais R$ 20 milhões de empréstimos à Caixa Econômica Federal, e aplicados mais R$ 50 milhões em macro e micromedição, através da aquisição de hidrômetros digitais. Isso significa um aporte de recursos abaixo de 2% do faturamento, estimado este ano em R$ 1,35 bilhão, segundo Abelardo de Oliveira Filho, presidente da empresa.