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21 de Outubro de 2010
Projeto tem foco ambiental

Um equipamento que tem como proposta se tornar modelo de desenvolvimento não poderia passar ao largo de, na prática, ser um exemplo de como um grande projeto pode auxiliar na preservação do meio ambiente. A Avenida Paralela é hoje o principal vetor de crescimento de Salvador e surge com força a discussão de como não perder um dos maiores bolsões verdes da capital. Neste sentido, o Parque Tecnológico foi submetido a um grau de exigência muito superior a qualquer outro projeto em andamento na região, ou mesmo em outras partes do Estado.
Foi estabelecido um processo de resgate da fauna e flora originais, com o plantio de mudas de espécies nativas que não existem mais no local. A ação de madeireiros clandestinos e caçadores tem sido inibida, e armadilhas para animais foram banidas da área, ao lado de um processo educativo. A implantação do Parque Tecnológico vai manter preservada grande parte da área verde do loteamento. Com forte apelo ambiental, o projeto foi cuidadosamente pensado dentro de um conceito de desenvolvimento sustentável.
Para se ter ideia, o sistema viário terá piso intertravado, que permite uma maior permeabilidade e maior aderência em relação ao asfalto, além de ser ecologicamente mais recomendado por reduzir a quantidade de resíduos, possibilitando que o solo absorva uma maior parte das águas das chuvas. Já a rede de energia elétrica terá postes de madeira de reflorestamento.
A rede de telecomunicações contará com fibras óticas, permitindo alta velocidade de transferência de dados, além da rede tradicional metálica de comunicação, esta a partir de cabos subterrâneos.
Um Plano Diretor vai recomendar às empresas que se instalarem no Parque metas de sustentabilidade. O uso de alternativas vai ser incentivado, mas a forma como isso será feito ainda está em discussão. Provavelmente, as empresas vão receber bônus pelo grau de sustentabilidade, que podem ser em descontos no valor do terreno, por exemplo.
Atração e manutenção de parceiros e talentos
O surgimento de parques tecnológicos em diversas partes do Brasil impõe um desafio a mais para o empreendimento baiano. Com a competição entre parques é preciso ter elementos de sedução para atrair e fixar empresas e centros de pesquisa, bem como profissionais, especialmente pesquisadores, que vão fazer parte das equipes de trabalho.
No TecnoBahia, a meta é mostrar a força do sistema de inovação que transpõe os limites físicos do Parque, fomentando a articulação com pesquisas, por exemplo, realizadas no semiárido, que tem grande potencial para a biotecnologia.
Assim, a integração entre universidade e empresa é fundamental, para que os interesses sejam convergentes e fortaleçam a estrutura como um todo.
Os primeiros passos para que a Bahia tivesse um Parque Tecnológico foram dados em 2002, com a realização de um estudo para apontar soluções que dinamizassem a economia de Salvador. Com a recriação da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação, em 2003, começaram as discussões para a implantação do Parque Tecnológico, sendo que o levantamento para apontar a área ideal para o empreendimento foi iniciado em 2004.
Depois de uma emenda suprapartidária da bancada baiana, o projeto começou a ser elaborado com a articulação dos governos federal, estadual e municipal – todos de correntes políticas concorrentes.
A decisão para que o terreno fosse doado foi tomada pelo município em 2006, mas aprovada pela Câmara Municipal em outubro de 2007. Em 2008, foram iniciadas as obras de infraestrutura e, em 2009, o TecnoCentro começou a ser erguido. No início de 2011, o primeiro prédio será entregue e serão licitadas novas fases da unidade.