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Setor da Construção
29 de Outubro de 2010
Programa Habitacional Minha Casa, Minha Vida amplia ofertas de imóveis residenciais aos menos favor

A criação do Programa Habitacional Minha Casa, Minha Vida vem impulsionando a compra do primeiro imóvel para muitas famílias brasileiras. Incorporadoras e construtoras têm, cada vez mais, adequado seus empreendimentos ao projeto do governo federal para suprir a demanda, antes reprimida, das classes C e D. Com a estabilização da economia, os incentivos do governo e uma atuação mais forte dos bancos privados no mercado imobiliário abriram-se novas oportunidades de acesso à compra de imóveis para todas as classes.
De acordo com a Caixa Econômica Federal, somente no Rio de Janeiro foram assinadas 2.548 construções de casas pelo programa Minha Casa, Minha Vida, desde sua criação, em março de 2009. As residências estão localizadas na Baixada Fluminense, zona oeste do Rio e Niterói. Para Rubem Vasconcelos, presidente da Patrimóvel, o projeto trouxe acesso a uma gama de compradores que não eram antes contemplados. A imobiliária não foi a única que criou departamentos próprios para atender ao setor, a Basimóvel e a Brasil Broker também trilharam o mesmo caminho.
A MDL Realty foi a primeira a lançar, junto com a Living, o maior condomínio-clube incluído no Minha Casa, Minha Vida, Minha Praia, no coração do centro olímpico, na Barra da Tijuca. O bairro, considerado área nobre da cidade, receberá o primeiro empreendimento do gênero, com infraestrutura, área de lazer completa e segurança, com preços de até R$ 130 mil. São 1.410 unidades de dois quartos, divididas em nove torres, totalmente vendidos.
- Comprar um apartamento na Barra da Tijuca é uma grande conquista e tornou- se possível para quem ganha entre seis e dez salários mínimos. Os investimentos em infraestrutura que a região do autódromo vai receber com os Jogos Olímpicos, certamente, valorizarão o empreendimento - explica Ricardo Freitas, diretor de Incorporação da MDL Realty.
Presença de investidores paulistas
O mercado do Rio de Janeiro atraiu empresas de outros estados. A paulista Even escolheu a cidade para lançar seu primeiro projeto Minha Casa, Minha Vida no país. Os Caminhos da Barra, localizado em um terreno de 32 mil metros quadrados na Rua Muniz Aragão, em Jacarepaguá, tem 920 unidades de dois quartos, divididas em sete torres. O valor total de vendas do investimento chega a R$ 120 milhões.
Cláudio Hermolin, diretor da Even no Rio, afirma que Jacarepaguá é ideal para quem não pode arcar com as despesas da Barra da Tijuca.
A Even enxerga grande potencial de valorização e de crescimento em Jacarepaguá, pois acredita que o crescimento comercial da Barra da Tijuca gera demanda de moradia em bairros próximos. - explica.
A Brookfield Incorporações lança, na Vila da Penha, o Pátio Carioca que será construído onde funcionava a fábrica de vidro Nadir Figueiredo, na zona norte do Rio. Idealizado para atender à demanda do bairro que desfruta de um posicionamento privilegiado no contexto da zona norte, favorecido pelo Carioca Shopping, pelo metrô e por várias opções de comércio e serviços. O empreendimento tem previsão de inauguração em 2012.
- O mercado imobiliário vem crescendo na Vila da Penha que guarda um estilo de vida todo especial. Mas ainda é pequena a oferta de apartamentos em empreendimentos novos, com infraestrutura de lazer, serviço e segurança, como um condomínio clube - afirma Luiz Fernando Moura, diretor executivo da Unidade de Negócio Rio de Janeiro da Brookfield Incorporações.
A Delta Incorporações, braço imobiliário do grupo Delta, que atua no Rio principalmente em Niterói, Macaé e nas zonas norte e oeste, também lançará mais dois empreendimentos dentro do projeto Mi¬nha Casa, Minha Vida, alinhados com o conceito de condomínio-clube.
O Village Vip, no entorno do Complexo Esportivo das Olimpíadas Rio 2016, em Jacarepaguá, terá 388 unidades. Já o residencial erguido em Santa Cruz contará com 499 unidades, trazendo para a região, carente de entretenimento, opções de lazer e segurança.
Entrada com cartão de crédito
Outro modelo de empreendimento, cada vez mais adotado pelas construtoras, são os condomínios de casas. No Vida Boa da CHL, localizado em Duque de Caxias, os proprietários poderão desfrutar de parque aquático, espaço fitness, salão de jogos, churrasqueira e brinquedoteca, entre outras opções de lazer, além de casas duplex, com quintal e vaga de garagem. São 450 unidades com valores que chegam até R$ 130 mil. A construtora já lançou mais de 4 mil unidades no modelo de casas em condomínios fechados, com infraestrutura, lazer e segurança.
A construtora Leduca lança o Residencial Facilitá, com 129 unidades, de 2 quartos e preços a partir de R$ 99 mil, em frente à estação de metrô Maria da Graça. O uso de cartão de crédito para o parcelamento da entrada é uma novidade do setor. Segundo Paulo Marques, sócio-diretor da construtora, essa foi a forma encontrada para quem tem crédito aprovado, mas não tem condições imediatas de pagar a entrada. As casas também estão nos planos da empresa, que lançará, em breve, um condomínio com 130 residências de 2 quartos, sendo uma suíte, com vaga na garagem, quintal e churrasqueira na Estrada da Cachamorra, em Campo Grande.
Bairro imperial
Antes habitado pela realeza, o bairro de São Cristóvão foi um dos primeiros a receber um projeto de revitalização, que teve inicio em 2004. Se antes passou por quase 30 anos de esquecimento, hoje é alvo de investimento de construtoras devido à localização privilegiada, próximo do centro da cidade e das principais vias de acesso, além de outros atrativos como os prédios históricos e as diversas atividades culturais - museus, Quinta da Boa Vista, Centro de Tradições Nordestinas Luiz Gonzaga e o Jardim Zoológico.
A construtora Concal foi uma das primeiras a investir nesta nova fase do bairro e, em 2006, lançou, junto com a RJZ Cyrela, o Paço Real. Seu segundo lançamento, o Quinta do Conde, lançado em 2009 com a MDL Realty, seguiu o mesmo caminho. Com o processo de revitalização e novos prédios mais modernos, a aposta na região continua e vários lançamentos permeiam a área e já contam com uma valorização de cerca de 20%.