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04 de Julho de 2012

Produtividade da mão de obra cresce 5,8% ao ano de 2003 a 2009

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Estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) em parceria com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), aponta um crescimento médio de 5,8% ao ano entre 2003 e 2009, na produtividade da mão de obra das construtoras formais, com cinco ou mais pessoas ocupadas, no Brasil. A produtividade do capital investido por sua vez, ficou negativa em 3,5%, o que leva à produtividade total do setor de 1,2% no período.

A pesquisa foi divulgada no 84º Encontro Nacional da Indústria da Construção (Enic) e mostra que o aumento da produtividade da mão de obra está diretamente relacionado ao crescimento econômico do setor, sobretudo após 2005, ano que marca a abertura de capital de grandes empresas do setor. A crescente formalização e qualificação das empresas e da mão de obra também contribuíram para o resultado.

O estudo identificou intensos investimentos das construtoras em capital físico. Em 2009, por exemplo, as empresas investiram R$ 16,5 mil por trabalhador, valor 61% superior, em termos reais, aos aportes efetuados em 2003. No período, os salários subiram em média 4,5% por ano, ficando abaixo da produtividade (5,8%). A escassez de mão de obra qualificada dos últimos anos levou a forte aumento das remunerações em 2008, 6,5%, e em 2009, de 7,6%. A produtividade se manteve estável nestes anos.

Além de aumentar os salários, as empresas investiram pesado em máquinas. Em 2009, foram R$ 32 bilhões em ativos imobilizados (máquinas, equipamentos, terrenos, material de transporte, entre outros), o que equivale a 5,5% da formação bruta de capital fixo de toda a economia brasileira. Nos seis anos analisados, a taxa média de crescimento desses investimentos foi de 17,6%.

Para produzir esse estudo, a FGV baseou-se em duas bases de dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE): o Sistema de Contas Nacionais e a Pesquisa Anual da Indústria de Construção (Paic). Em breve, o estudo na íntegra estará disponível para 4download no site da CBIC.