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Economia
18 de Maio de 2010
Procura das empresas por crédito recua 5% em abril, aponta Serasa
A demanda das empresas por crédito recuou 5,1% em abril na comparação com o mês anterior, de acordo com os dados da Serasa Experian divulgados nesta segunda-feira. No confronto com o mesmo mês do ano passado, que teve o desempenho afetado pela crise econômica mundial, a procura avançou 12,0%, registrando o sexto crescimento anual consecutivo.
No acumulado do primeiro quadrimestre, a demanda das empresas por crédito subiu 12,5%, apresentando uma pequena desaceleração em relação ao crescimento acumulado no primeiro trimestre (12,7%). Segundo os economistas da Serasa, o recuo em abril se deve à menor quantidade de dias úteis em relação a março (20 ante 23). Portanto, não representa um desvio da atual tendência de expansão.
A avaliação é que os resultados nas comparações com os mesmos meses de 2009 devem se manter positivos ao longo dos próximos meses, apesar do aperto monetário iniciado pelo Banco Central no final de abril, com a elevação da taxa básica de juros (Selic). Na opinião dos analistas, a economia vai continuar em crescimento, embora num ritmo mais brando do que o observado nos primeiros meses deste ano.
Na classificação por porte, as micro e pequenas empresas foram responsáveis pela queda na procura das empresas por crédito, com redução de 5,3% em relação a março. A retração para as médias foi menos acentuada (0,7%). Já a demanda das grandes empresas ficou estável. No acumulado do ano, as grandes empresas lideraram a procura (14,3%) no comparativo com os quatro primeiros meses de 2009, seguida pelas micro e pequenas (13,9%). As médias, no entanto, apresentaram redução de 8,1%, já que muitas delas são exportadoras e ainda encontram um mercado externo se recuperando de forma lenta dos impactos da crise.
Por setor, as empresas de serviços lideraram a queda da demanda, com recuo de 5,3% frente a março. Em seguida aparecem comércio (5,1%) e indústrias (3,6%). No primeiro quadrimestre, os crescimentos das demandas por crédito das empresas comerciais e de serviços estão praticamente empatados: 12,9% e 13,2%, respectivamente. Já o setor industrial, com a maior exposição ao cenário externo, registrou alta de 8,2%.