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18 de Janeiro de 2010
Pressões inflacionárias desafiam o 1º trimestre
O aumento de 46% nas passagens aéreas em dezembro é o primeiro sinal da importante movimentação dos preços que deve marcar os índices do primeiro trimestre deste ano.
Novos reajustes, como nas tarifas de transportes público este mês e no material escolar em fevereiro, assim como a reação nos preços das principais commodities vão contribuir para tornar mais desconfortável o ambiente inflacionário. Na avaliação do governo, porém, a trajetória de alta dos índices de preços se esgota em março.
A ver. O comportamento da inflação, este ano, ainda é uma incógnita e os rumos do câmbio serão cruciais para definir sua performance. Terminados os efeitos perversos da crise global, a recuperação do nível de atividade foi rápida e colocou a economia no patamar de crescimento que estava antes do "crash" de 2008. Nos primeiros nove meses daquele ano o Produto Interno Bruto (PIB) crescia 6,4% e o IPCA - índice que baliza a meta de inflação - chegou a bater em 6,5%, bem acima da meta de 4,5%. Antecipando esse cenário, o Banco Central (BC) começou, ainda em abril de 2008, a aumentar a taxa Selic, num processo interrompido pelo violento tremor nos mercados internacionais em meados de setembro.
A favor do controle da inflação, agora, há somente os preços administrados que são reajustados anualmente com base no Indice Geral de Preços (IGP-DI) que, em 2009, apresentou deflação. Diante desse cenário e observando o comportamento do BC em situações semelhantes do passado, a questão que se coloca é sobre quando o Comitê de Política Monetária (Copom), que se reúne nos dias 26 e 27, retomará o aperto monetário. A expectativa, por enquanto, é que o "hiato" do produto, dado pela diferença entre o PIB efetivo e o PIB potencial, se "feche", deixando de ter margem ociosa, entre fevereiro e março.