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22 de Novembro de 2011

Prefeito envia PDDU à Câmara após cobrança de Wagner

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O Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano para a Copa do Mundo (PDDU da Copa) chega nesta terça, 22, à Câmara de Vereadores, garantiu nesta segunda, 21, o chefe da Casa Civil do município, João Leão, um dia após A TARDE publicar entrevista do governador Jaques Wagner exigindo agilidade da prefeitura e da Câmara de Vereadores na apresentação e votação do projeto. O projeto terá um mês para ser apreciado pela Casa legislativa, sob pena de não ser votado este ano. Fontes ligadas ao prefeito João Henrique informaram que o PDDU da Copa prevê alterações no gabarito em algumas áreas da cidade para a construção de hotéis mais modernos e requalificação do entorno da Fonte Nova e da Cidade Baixa.


O Salvador Praia, por exemplo, será implodido para a construção de duas torres no local. Está prevista ainda a requalificação do Bahia Othon e da Cidade Baixa, além da construção de um hotel na região da Fonte Nova. Nesta segunda pela manhã, o prefeito de Salvador, João Henrique Carneiro (PP), afirmou que o projeto seria encaminhado à Casa municipal ainda esta semana. Mas a Casa Civil garantia, à tarde, que já estará hoje à disposição do Legislativo. “O projeto vai amanhã (hoje)”, disse João Leão. “Procuramos ouvir técnicos do Estado, da prefeitura e vereadores. Agora está pronto para ser votado”, afirmou. Leão não detalhou as mudanças: “Serão poucas. Se referem às condições de instalação de hotéis e das obras do entorno da Arena Fonte Nova”, disse.


Segundo Joilson Malta, da diretoria legislativa da Câmara Municipal, o Estatuto da Cidade prevê a realização de audiências públicas, mas não define o número. “Podemos fazer cinco audiências em uma semana. Mas, se fossem realizadas apenas duas, a lei será cumprida”, explicou. O apelo do governador repercutiu entre os vereadores. “Os vereadores não podem ser responsabilizados pelo atraso na votação”, afirmou o presidente da Comissão de Planejamento Urbano e Meio Ambiente, Gilmar Santiago (PT). “O projeto ainda estará sujeito a emendas e será votado às pressas, sem a discussão necessária e sem que seja apreciado pelo Conselho da Cidade, que deveria ter sido criado pelo prefeito desde 2009 para discutir as políticas urbanas”, lembra.