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Notícias



Setor da Construção


04 de Novembro de 2010

Planos para atrair e reter mão de obra escassa

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O aumento da demanda por executivos foi o que motivou o presidente do grupo Nortearh, Carlos Alberto Caram Farah, a inaugurar, em junho deste ano, a Caram Hunting, que iniciou suas atividades com demanda reprimida. "Até a crise, os salários estavam crescendo muito. Com a crise, essa tendência foi interrompida mas voltou de forma acelerada a partir de abril deste ano, em função do bom momento econômico nacional", explicou.


Para tentar conter o assédio crescente do mercado aos executivos que já estão "ocupados", as companhias têm investido em planos específicos de remuneração para atrair e reter essa mão de obra escassa e, por isso, supervalorizada. Os projetos incluem upgrade e cargo e salário e, ainda, muitas metas a bater. Para o consultor, as organizações que ainda não aderiram à remuneração por resultados para executivos estão prestes a fazê-lo. Com esta estratégia, além de garantir a performance dos negócios, ela também assegura a permanência dos profissionais.


Na conta, além dos profissionais de nível estratégico, as empresas também têm procurado por aqueles táticos que, além de planejar o futuro da companhia, "colocam a mão na massa" para transformar o plano em realidade. Geralmente, comentou Caram, são executivos que adquiriram experiência nas médias organizações.


Construção - A demanda por executivos é um fenômeno do mercado de trabalho que não tem poupado nenhum segmento econômico. Há alguns, no entanto, que têm demonstrado uma preocupação maior com o corpo de executivos, como a indústria da construção civil.


Sem divulgar números ou percentuais, o coordenador de Recursos Humanos (RH) da Construtora Atrium, Paulo Henrique Faleiro dos Santos, afirmou que a empresa está em fase de implementação de um plano de cargos e salários específico para os gestores, com direito a distribuição de resultados e compensação financeira por tempo de serviço na companhia.


"Nos últimos dois anos, reformulamos completamente o nosso quadro operacional. Criamos novas diretorias e gerências e aproveitamos profissionais "da casa" para ocupar esses cargos estratégicos", enfatizou. A Atrium não escapa do assédio do mercado, em relação aos seus executivos, mas consegue manter a rotatividade sob controle e, ainda, atrair profissionais do mercado para os cargos estratégicos, que exigem especialistas.


Para o gestor, o sucesso da "empreitada" é fruto da constatação, pelos profissionais, de que ao integrar o quadro funcional da construtora, eles também estão investindo na própria carreira, com boas perspectivas de crescimento.