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Notícias



Política

12 de Maio de 2010

Planalto admite seis subsedes para Copa

A possibilidade de o Brasil ter apenas metade das atuais 12 subsedes da Copa 2014 foi levantada ontem pelo ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, em entrevista à Agência Brasil, concedida após a apresentação, em Brasília, dos modelos de fiscalização que serão adotados pelo Tribunal de Contas da União (TCU). “Já ouvi dirigentes de clubes [donos de estádios], que têm responsabilidades, dizendo que não vão fazer a reforma. Tudo bem. Nós vamos ter de arrumar outro estádio. Imagino que, com seis cidades-sede, já é possível realizar o mundial”, disse. Presente ao evento, o governador Jaques Wagner apresentou à Corte de Contas e ao governo federal um relato do andamento das providências tomadas pelo governo baiano, conforme relatou a assessoria de comunicação do Estado. O gestor baiano também fez uma apresentação do Transparência Bahia, portal que será utilizado na divulgação dos investimentos públicos visando o torneio.


“Nós assinamos um termo de compromisso, daquilo que é nosso compromisso e do que é compromisso dos estados e municípios. Quando foi para escolher as cidades, todos se comprometeram a fazer os investimentos”, lembrou o ministro. Segundo Paulo Bernardo, se alguma das 12 cidades-sede revelar não ter condições “de fazer o combinado”, sua condição (de subsede) terá que ser repensada. A Federação Internacional de Futebol (Fifa) estabeleceu a data limite de 3 deste mês o início das obras dos estádios da Copa. Desde então, uma missão da entidade percorre as cidades-sede para conferir o andamento dos trabalhos. Salvador receberá a próxima visita, no dia 20 de maio.


Não houve nenhuma referência direta a qual cidade estaria mais ameaçada. São Paulo (SP), Curitiba (PR) e Porto Alegre (RS) foram indiretamente mencionadas, por ser os municípios com estádios da Copa pertencentes a clubes. Paulo Bernardo frisou que não cabe ao governo federal construir estádios nem as obras de mobilidade urbana, metrô, canaleta para ônibus e monotrilho. “Isso já foi negociado, e estamos disponibilizando, via BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social] e Caixa Econômica Federal, empréstimos subsidiados, como o destinado a metrôs”, acrescentou.


Wagner propõe parceria com o TCU

Uma parceria do governo baiano com o Tribunal de Contas da União visando a fiscalização dos gastos públicos com o mundial de 2014 foi proposta ontem pelo governador Jaques Wagner. “Com atuação conjunta e coordenada dos órgãos envolvidos vamos agilizar o nosso trabalho e garantir o brilho da Copa”, disse o governador. Para Wagner, qualquer desvio de recursos públicos pode trazer descrédito ao trabalho de viabilização da competição.
Em outro compromisso em Brasília, Wagner se colocou à disposição do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, para qualquer esclarecimento sobre as obras relativas à Copa 2014, em destaque a que se refere à construção da Arena Fonte Nova. No último dia 13 de abril, a Procuradoria Regional da Bahia ingressou com uma ação civil pública requerendo uma liminar suspendendo o licenciamento da demolição/reconstrução da Fonte Nova – praça esportiva baiana para o torneio – e de um eventual início das obras. Alegou um pedido de tombamento do estádio feito por entidades e arquitetos – negados em primeira instância. Até o momento, a Justiça Federal não se pronunciou.