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02 de Dezembro de 2010
Oferta de gestor qualificado será escassa, prevê professor

A oferta de gestores qualificados será um dos recursos mais escassos no futuro próximo, alertou o professor de Gestão Global da Escola de Negócios INSEAD, da França, Joe Santos, no painel Desafios da Empresa Brasileira na Competição Global. O debate ocorreu nesta quarta-feira, 1º de dezembro, no 5º Encontro Nacional da Indústria, realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) no Transamérica Expo Center, em São Paulo. “O que verdadeiramente distingue as empresas são os valores intangíveis”, destacou Santos, ressaltando a importância da formação de gestores e de capital humano como fator de competitividade da empresa global.
Segundo ele, as empresas que fazem a diferença no mundo globalizado são aquelas com capacidade de gestão. “E, hoje, a capacidade de formar gestores nas empresas é inferior ao crescimento da economia”, comparou Santos. O presidente do Conselho de Administração da WEG, Décio Silva, outro participante do painel, ressaltou a necessidade de a empresa brasileira investir em formação de pessoal e em pesquisa.
“Máquinas boas são encontradas em qualquer lugar do mundo. Cérebros, não. Não consigo imaginar um processo sadio de internacionalização sem pessoas preparadas, motivadas e comprometidas”, complementou o diretor corporativo e de Relações com Investidores do grupo Randon, Astor Schmitt.
Para o presidente da Coteminas, Josué Christiano Gomes da Silva, o sistema educacional brasileiro peca pela qualidade, que deságua numa das maiores dificuldades das empresas - o tempo gasto na formação de capital humano. “Toda empresa tem uma cultura própria e uma história. Leva tempo recrutar e formar pessoas que entendam a cultura dessa empresa, quando a velocidade do crescimento econômico é grande”, compara Josué.
Ao lado da qualidade de gestão e de capital humano, o professor Joe Santos classificou como essencial a capacidade de as empresas se associarem, de entenderem os mercados locais onde atuam e de investirem em inovação. “As empresas não podem ser fechadas e independentes”, salientou.
“Quando não se pode vencer um inimigo, deve-se aliar a ele e fazer dele o seu melhor parceiro. Por isso, a aliança estratégica é fundamental”, completou Schmitt, da Randon.