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Geral

30 de Junho de 2010

Ocupação de salas comerciais chega a 90% na Tancredo Neves

Sobre a expansão imobiliária em Salvador, muito tem se falado nos últimos anos. Para além do amplamente propagado, esse vetor não se restringe apenas à moradia. Salas e empreendimentos comerciais tornam-se cada vez mais notórios nos lançamentos de grandes incorporadoras, acompanhando um crescimento que tem sido registrado na própria economia baiana. Na capital, a taxa média de ocupação das salas comerciais fica em torno de 70%, segundo o presidente do Sindicato da Habitação (SecoviBA), Kelsor Fernandes, chegando a 90% na Av. Tancredo Neves, considerada a principal área empresarial e financeira da cidade: “O mercado está aquecido mesmo”.

Uma prova disso é que o crescimento de 9,5% do PIB baiano, no primeiro trimestre deste ano, foi puxado pela construção civil. De acordo com a Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), este setor foi o que teve maior expansão, com alta de 15%, o que se relaciona diretamente ao crescimento imobiliário. “Dentro desse processo econômico expansivo, as empresas adquirem novas unidades comerciais, assim como novas empresas surgem no cenário”, sinaliza o economista da SEI João Paulo Caetano.


O diretor executivo para Bahia e Sergipe da rede internacional de franquias imobiliárias ReMax, Diogo Francischini, avalia o setor: “Em 2009, houve um crescimento na oferta de unidades comerciais e a tendência é a mesma para este ano e o próximo”. Para os imóveis comerciais, as áreas mais disputadas na capital baiana continuam sendo, além da Av. Tancredo Neves, a Av. ACM e a Av. Magalhães Neto, englobando aí a Pituba, o Caminho das Árvores e o Itaigara. “Nessa região, o que se lança está vendendo”, afirma o presidente do Secovi. Segundo ele, um dos pontos mais em alta na cidade são as torres gêmeas do Salvador Trade Center, onde o aluguel de uma sala de 33m² fica em torno de R$ 1.200.

De acordo com uma pesquisa do instituto Ibope Inteligência, encomendada este mês pela Revista Exame, o preço do metro quadrado dos principais escritórios chega a R$ 6.319 no Caminho das Árvores, apesar de Fernandes apostar em uma média de R$ 4.500 para aquela região.Ainda de acordo com os dados da pesquisa, os preços mais em conta são achados no centro da cidade, R$ 680 o metro quadrado. “O Comércio e a Av. Sete são as áreas mais antigas, onde houve um deslocamento muito grande de empresas do centro para as avenidas ACM e Tancredo Neves. Há problemas de estacionamento e os prédios têm uma estrutura inferior. Por conta disso, o metro quadrado é bem mais barato, fica mais acessível para quem está começando”, explica Fernandes. Fora do eixo central da cidade, Diogo Francischini observa que a Av. Paralela é a nova tendência de expansão para os imóveis comerciais.