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Setor da Construção
11 de Julho de 2011
Obras terão de passar pelo Iphan

O processo de revitalização do bairro do Comércio, iniciado há seis anos, sofrerá duas modificações após o tombamento da área, homologado de forma definitiva no dia 9 do mês passado pela ministra da Cultura, Ana de Hollanda. A primeira mudança é no procedimento para obras na região, que obrigatoriamente necessitará de anuência do Instituto do Patrimônio Histórico e Arquitetônico Nacional (Iphan).
A outra, segundo informações da superintendência baiana do Iphan, é a perspectiva de financiamento da reforma dos casarios antigos, previsto ainda em um acordo firmado entre instituto, governo estadual e prefeitura. Salvador tem hoje mais de 100 casarões ameaçados de desabamento, escorados e sem perspectiva de recuperação. O coordenador-geral do Escritório de Revitalização do Comércio da prefeitura de Salvador, Marcos Cidreira, avalia a mudança como positiva para a região, mas questiona como será operacionalizado o financiamento e se o Iphan terá corpo técnico para licenciar com agilidade todos os projetos para o Comércio. Projeto de requalificação de 40 quadras e 90 ruas do Comércio, elaborado pela Fundação Mario Leal Ferreira/Secretaria de Planejamento e Gestão do município (Seplag), espera o licenciamento há dois anos.
“O Iphan demorou dois anos e meio para licenciar a construção do Hotel Hilton, e mesmo assim através do Iphan Nacional”, destacou. Segundo Cidreira, empresários brasileiros, especialmente paulistas, portugueses e espanhóis procuram o escritório querendo investir na recuperação de imóveis históricos, desde que possam criar negócios e, assim, obter o retorno dos recursos aplicados. (Matéria: Tribuna da Bahia, 08.07.11)