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Notícias



Setor da Construção

21 de Junho de 2010

Obras federais integram a Bahia com a economia nacional

O PAC prevê uma série de investimentos que estão mexendo com a infraestrutura do Brasil.O objetivo é melhorar estradas, ferrovias, portos, metrô, construir hidrelétricas, implantar coleta e tratamento de esgoto, entre outros itens, para a aceleração do desenvolvimento sustentável no País. Dos R$ 638 bilhões previstos para serem gastos no período entre 2007 e 2010, a Bahia conta com R$ 51,5 bilhões de recursos, sendo R$ 43bilhões até este ano maisR$8,5 bilhões após 2010emobras no estado e empreendimentos de abrangência regional nos eixos de infraestrutura logística, energética, social e urbana.


Os investimentos estão divididos em empreendimentos exclusivos (realizados apenas na Bahia) e de caráter regional (que abrangem outros estados). Nos empreendimentos exclusivos,o PAC está disponibilizando R$ 28,4 bilhões até2010emaisR$4,8 bilhões após 2010. Já nas obras regionais serão investidos R$ 14,5 bilhões até 2010 e outros R$ 3,7 bilhões depois desse ano. Um dos investimentos do PAC na Bahia até 2010 consiste em ampliar a infraestrutura logística existente para escoar a produção regional para consumo interno e também para exportação, com a proposta de aumentar a competitividade regional. Os empreendimentos exclusivos neste eixo somam R$ 3,7 bilhões e as obras regionais mais R$ 9 bilhões, totalizando cerca de R$ 12,7 bilhões até o final deste ano. Entre as obras, estão intervenções nas BRs 324, 116, 101, 135, e 030 e as obras de dragagem do acesso aos portos de Aratu e Salvador, cujas obras devem ter início neste mês.

As obras de dragagem demandarão investimentos de R$ 100milhões previstos no PAC. Em Salvador, o serviço prevê a retirada de aproximadamente 2,9 milhões de metros cúbicos de sedimentos. Com isso ,a profundidade do local, que atualmente varia entre 8 e 12 metros, passará para 15 metros.A obra permitirá a atracação de navios de maior porte, reduzindo os custos de operação e ampliando a capacidade de movimentação de cargas do terminal baiano. Já em Aratu a profundidade saltará de 12 metros para 15 metros.

Com relação às rodovias, o governo federal, concedeu para exploração da iniciativa privada por 25 anos trechos da BR-324 e BR-116. As duas de maior tráfego no Estado representam um importante corredor de exportação, que termina nos portos de Aratu e Salvador.Mas demandam uma série de investimentos em infraestrutura.

A BR324, por exemplo, caracterizada pelo tráfego intenso em pista dupla, possui 2/3 do pavimento em condição inferior ao mínimo desejado. O problema serepetenaBR116. A recuperação das rodovias está em andamento pelo consórcio Via bahia. São 680 quilômetros, 113,2 km entre Salvador e Feira e 554,1km entre Feira e a divisa com Minas Gerais, além 9,3 quilômetros da BA-528 e 4 quilômetros da BA-526. Com relação às BRs 116 e 030, a obra da ponte sobre o Rio São Francisco vai facilitar a transposição entre os municípios Carinhanha e Malhada, que atualmente é realizada por meio de balsas. Já os investimentos na Br-135 estão contribuindo para a redução do custo de transportes e o aumento da segurança. A rodovia federal é uma importante ligação para o Estado da Bahia, da divisa com Piauí até Minas Gerais.


Destaque regional O destaque dos empreendimentos regionais das obras do PAC executadas pelo governo federal é a Ferrovia de Integração Oeste-Leste,considera da uma das principais obras de infraestrutura do Brasil com investimento total de R$ 6 bilhões.A obra passará pelos estados da Bahia e do Tocantins, ligando as cidades de Ilhéus (BA) e Figueirópolis (TO). A ferrovia, de 1,5 mil quilômetros, entrará na Bahia pelo município de São Desidério, na região oeste. No caminho, ela passa por 32 municípios e cruza o Estado de ponta a ponta, no sentido oeste-leste por 1,1 mil quilômetros até chegar ao mar. A ferrovia também vai interligar a Bahia a outros estados, pelo cruzamento com a Ferrovia Sul-Norte, que terá 3,1 mil quilômetros, entre o Pará e São Paulo.


“A Ferrovia de Integração Oeste– Leste viabilizará o aumento da competitividade de produtos do agronegócio. Além disso, seu entorno verá florescer toda uma economia de serviços”, explica a secretária da Casa Civil, Eva Chiavon. De acordo com a secretária, ao promover o escoamento das cargas, além de criar as condições para a atração de novos investimentos, a Ferrovia ampliará a integração do Estado com a economia nacional.

Já os recursos do PAC em infraestrutura energética alcançam a ordem de R$ 12,5 bilhões para empreendimentos exclusivos no estado e R$ 5,5 bilhões em obras regionais até 2010.O objetivo é garantir a segurança energética e a modicidade tarifária para Bahia e a Região Nordeste, desenvolver e aumentar a produção de petróleo no Estado, modernizar o parque de refino no Estado e ampliar a malha de gasodutos garantindo suprimento de gás natural.Um dos destaques é o Gasene, com 1.387 quilômetros de extensão e capacidade para transportar 20 milhões de metros cúbicos de gás natural. Num traçado que liga a Bahia ao Rio de Janeiro, cumpre a função estratégica de integrar as malhas de transporte de gás natural das regiões Sudeste e Nordeste do País, garantindo uma nova configuração à rede de gasodutos brasileiros.