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Setor da Construção
11 de Outubro de 2011
Obra sustentável cresce e desperta interesse de bancos

As construtoras estão cada vez mais incorporando conceitos de sustentabilidade nos projetos que chegam aos bancos para financiamento. Em um primeiro momento, tais práticas podem até encarecer a obra, mas segundo os agentes financiadores, o melhor emprego de recursos nesses empreendimentos resulta na longevidade do imóvel e menos custos de manutenção. Na concessão do crédito, os bancos veem esses projetos com outros olhos. O Santander criou um selo para obras sustentáveis. Outros bancos, como o Bradesco, chegam a contratar até engenheiros para acompanhar a construção. Ainda não há uma relação direta entre esse tipo de construção sustentável e um diferencial na taxa de juros do financiamento.
Conforme Octávio de Lazari Júnior, diretor do departamento de Empréstimos e Financiamentos do Bradesco, tudo vai depender do projeto apresentado e do histórico da construtora como tomador de crédito no mercado. De qualquer forma, diz o executivo, por se tratar de um empreendimento sustentável, os bancos já analisam o crédito de forma diferenciada. Segundo Lazari, do total dos projetos das construtoras que chegam ao departamento de crédito do Bradesco, pelo menos, 20% contemplam algum aspecto sustentável.
A liberação dos recursos ocorre conforme o cronograma da obra que é acompanhada por engenheiros credenciados pelo banco. O Bradesco tem também outras linhas de crédito no âmbito da construção sustentável. As primeiras foram colocadas à disposição em 2007 e hoje já somam 33. Uma das que têm apresentado forte demanda, segundo Lazari, é o crédito para compra de equipamento de aquecimento solar, com tíquete médio de R$ 7 mil. O financiamento pode ser feito de 60 a 72 meses nessas linhas, com taxas que chegam a custar 50% menos do que outras modalidades de crédito como empréstimo pessoal.