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Notícias



Setor da Construção


31 de Janeiro de 2011

O futuro do crédito

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Por lei, os bancos são obrigados a destinar 65% dos depósitos em caderneta de poupança para o crédito habitacional. Atualmente, existe a preocupação de que o crescimento da caderneta não acompanhe os financiamentos. Segundo a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), o saldo dos recursos da poupança avança num ritmo de 20% ao ano, enquanto o financiamento imobiliário cresce num ritmo bem mais acelerado: cerca de 50%. Portanto, em alguns anos, será necessário recorrer a outras fontes de recursos. Já existe consenso entre os analistas do setor de que é necessário um novo funding para sustentar o crescimento dos empréstimos imobiliários no país.


Conforme estimativas da Abecip, em dois anos, ou seja, até 2013, os direcionamentos dos recursos para a caderneta de poupança não serão suficientes para atender o crescimento da demanda. Vale esclarecer que esses recursos não vão acabar. Eles apenas serão insuficientes para atender a expansão esperada para o financiamento imobiliário. Vale ressaltar também que a escassez desses recursos não significa perspectivas negativas para o setor da construção. Aliás, deve-se deixar claro que a necessidade de encontrar novas fontes de dinheiro ocorre em função da resposta positiva para a área habitacional.


Pode-se dizer que é resultado do sucesso do processo de financiamento no país nos últimos anos. Não se pode pensar em desenvolvimento sustentável do crédito imobiliário com somente duas fontes (caderneta de poupança e FGTS). A agenda habitacional do país precisa de alternativas e, hoje, sem dúvida, a securitização de recebíveis imobiliários é a mais viável e saudável para suprir essa necessidade. Em geral, no mundo todo, é o mercado secundário que alimenta o mercado de financiamento imobiliário. No Brasil, o Sistema de Financiamento Imobiliário, criado em 1997 pela Lei 9.514/97, precisa se consolidar como uma alternativa capaz de suprir o mercado com fontes de recursos de longo prazo para que o financiamento imobiliário continue apresentando expansão e registrando resultados positivos. A securitização imobiliária apresenta condições para prosperar no mercado de capitais e o arcabouço legal consistente é um dos fatores que podem confirmar isso.