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Economia


10 de Janeiro de 2012

O Brasil vai crescer graças à pujança do mercado doméstico

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A economia brasileira já mostrou em 2011 que pode crescer apesar de um cenário internacional adverso. Mesmo com a recessão na Europa e o crescimento de apenas 2% nos Estados Unidos, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro deve ter alcançado uma expansão em torno de 3% no ano passado. Para 2012, as perspectivas são melhores, com os esforços do governo para manter o ritmo da economia e garantir os investimentos que vão preparar o País para o futuro. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, acredita que o PIB pode crescer até 5%, caso a Europa consiga equacionar seus problemas, e lembra que o governo tomará medidas para estimular a produção brasileira. Na pior das hipóteses, Mantega aposta num crescimento de 4%, com melhora no desempenho da indústria em relação ao ano passado, justamente por conta de medidas para estimular a produção. "A indústria terá um desempenho melhor, porque teremos as medidas do Brasil Maior; teremos novas desonerações e tomaremos medidas de defesa comercial", diz Mantega.

O Banco Central (BC) projeta uma expansão de 3,5% em 2012, com a inflação convergindo para o centro da meta de 4,5%. "A inflação será menor do que a de 2011", afirma o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini. "E o crescimento econômico no Brasil será maior em 2012." Já os analistas de instituições financeiras ouvidos pela pesquisa Focus, do BC, são menos otimistas e esperam um crescimento de 3,3% para este ano, com inflação de 5,32% e novas reduções na taxa básica de juros, até chegar a 9,5% no fim do ano. Neste início de 2012, as expectativas são opostas às do ano passado, que começou com crescimento forte e foi se ajustando ao longo do ano. Agora, as projeções são de que a economia ganhará fôlego no decorrer do período, puxada pelo bom nível de emprego do lado do consumo e pelos investimentos tanto nas obras de preparação para a Copa do Mundo quanto nos grandes projetos de infraestrutura, além da construção civil.

Uma projeção do BC a partir de expectativas do mercado aponta para uma expansão do PIB de 2,6%, no primeiro trimestre, e de 3,4% no último trimestre. O setor industrial, que sofreu no ano passado com a concorrência dos importados e estima ter crescido apenas 1,8%, deverá ter uma expansão de 2,3% neste ano, segundo avaliação da própria Confederação Nacional da Indústria (CNI). "A ampliação do mercado interno de consumo foi muito positiva para a indústria", diz o presidente da CNI, Robson de Andrade. Mesmo com a crise nos países desenvolvidos, ele vê oportunidades para as empresas nos Estados Unidos e em outros países.