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03 de Abril de 2012

Novo Código Florestal é retrocesso e deve ser vetado, afirmam especialistas

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O novo Código Florestal deve ser aprovado na Câmara e, logo em seguida, vetado pela presidente. Esta é a expectativa que um grupo de especialistas apresentou na mesa-redonda Biodiversidade e Floresta: Código Florestal, durante o VII Fórum Brasileiro de Educação Ambiental, realizado em Salvador entre os dias 28 e 31 de março.

Ex-diretor de conservação da biodiversidade do Ministério do Meio Ambiente (MMA), o engenheiro agrônomo Paulo Kageyama (Esalq/USP) afirmou que o veto é a única saída para o Código Florestal. Para o especialista em agroecologia Luiz Zarref, militante do Movimento Sem Terra (MST), ligado a Via Campesina, não há necessidade de modificar o código atual (que data de 1965). Segundo ele, o texto do novo código representa um dos maiores retrocessos na política ambiental brasileira.

Único defensor da aprovação do novo código, o coordenador de projetos especiais da Fundação Amazonas Sustentável (FAS), Victor Salviati, salientou que as discussões sobre a matéria no Senado, do qual ele participou, gerou avanços importantes, como a regulamentação do Pagamento por Serviços Ambientais (PSA).