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13 de Junho de 2012

Notas das calçadas do Brasil continuam muito baixas

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Após a divulgação pelo Mobilize do levantamento Calçadas do Brasil, no final de abril, cidadãos de vários pontos do País aderiram à campanha e começaram a publicar avaliações no mapa das calçadas. Outros preferem se manifestar na seção Mobilize-se, registrando comentários e fotos dos caminhos de pedestres em suas cidades. É o caso de Manaus, Ananindeua/PA, Goiânia, Fortaleza, Brasília, Rio de Janeiro, Florianópolis, Recife, Salvador, São Paulo, Conceição do Castelo (ES), Guarulhos (SP), Teresópolis (RJ), Barreiras (BA), entre outras localidades.

Se a adesão é animadora, os resultados das avaliações revelam uma situação pior do que a registrada no levantamento realizado pelo instituto, entre fevereiro e abril. Os leitores reportam várias ruas e avenidas simplesmente desprovidas de passeios para pedestres, mesmo em grandes cidades e capitais, como Rio de Janeiro, Belém, Porto Velho e Teresina. Pior ainda são os relatos desses cidadãos sobre o descaso das autoridades para com as reclamações e pedidos de orientações.

De forma geral, as prefeituras insistem na tese de que a manutenção das calçadas é responsabilidade dos proprietários de imóveis. "As prefeituras jogam o problema para os cidadãos, mas não fazem sua parte, que é fiscalizar e punir, mas principalmente de orientar. Nas cidades mundiais que são referência, a calçada é parte do sistema viário e é projetada, construída e mantida pelas autoridades, dentro de alguns padrões de largura e regularidade do pavimento. Se a via de carros é mantida pelo poder público, por que as calçadas não o são?", questiona o coordenador do levantamento, Marcos de Sousa. A campanha Calçadas do Brasil segue até o final de junho, quando os resultados nacionais serão consolidados em um documento para entrega às autoridades.