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05 de Dezembro de 2011

No limite - Paralela exibe as fragilidades do sistema viário da cidade

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A notícia não é nada animadora, mas é realista: os longos e constantes congestionamentos da Avenida Paralela devem continuar a fazer parte da rotina dos soteropolitanos por muito tempo. É o que aponta o quadro da (i)mobilidade urbana na cidade, que exibe, entre outras coisas, um sistema viário não planejado, a grande quantidade de veículos particulares (um carro para cada três habitantes) e um agravante: Salvador é o único dos cinco maiores centros urbanos do país que não tem metrô funcionando. Na opinião do arquiteto e urbanista Armando Branco, o condutor terá que ter ainda bastante paciência para enfrentar os transtornos do trânsito da Paralela. De acordo com Branco, outros fatores são agravantes no caso da Paralela, como os postos de combustível mal localizados, os retornos, a falta de passarelas em trechos de maior movimentação de pedestres e os buracos ao longo da pista que reduzem ainda mais a velocidade dos condutores. A grande quantidade de espigões na Avenida também agrava a situação.

Para que os transtornos sejam reduzidos, o especialista indica que Salvador adote, o quanto antes, uma solução para o transporte de massa, que deveria atender a população desde o ano 2000, políticas de contenção do uso do carro e descentralização de serviços na região da Paralela-Iguatemi. Apesar do anúncio da verba ter sido feito pela presidente Dilma Rousseff em sua última visita a Salvador, nada de concreto aconteceu para a construção metrô da Paralela. Para a obra, o estado receberá R$ 1 bilhão do Orçamento Geral da União e mais R$ 600 milhões através do tesouro federal, que serão negociados em empréstimos do governo estadual. O governo estadual ainda alimenta a expectativa de a iniciativa privada entrar com mais de R$ 1 bilhão para completar os investimentos necessários para a construção do metrô.