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Economia
17 de Maio de 2010
Negócios crescem 130% no Feirão da Casa Própria
O crescimento da classe C e o aumento do seu poder de compra, somados às melhorias do acesso ao crédito, foram as principais razões para o Feirão da Casa Própria da Caixa Econômica Federal superar os números do ano passado. Em três dias de evento, iniciado na sexta-feira e encerrado ontem, foram movimentados R$ 772,9 milhões para 4.637 imóveis negociados por construtoras e imobiliárias com estandes no Centro de Convenções.
Os resultados demonstram incremento de 130% em relação ao volume de negócios fechados no ano passado e 60% de aumento do número de imóveis vendidos, informou a Caixa. “Superou bastante os nossos objetivos. São números excelentes que a gente credita ao programa Minha Casa, Minha Vida”, avaliou Aristóteles Menezes, superintendente regional da Caixa Econômica Federal.
A constatação é embasada num índice: 70% dos imóveis vendidos foram pelo programa do governo federal. Exatas 2.816 famílias tiveram o benefício do crédito da Caixa. O subsídio do Minha Casa chega a R$ 17 mil para quem tem renda até R$ 1.395. A medida que o rendimento sobe, o subsídio diminui até o mínimo de R$ 2 mil – quem ganha de R$ 2.350 a R$ 2.790.
Chances “O grande perfil é a classe C que chegou ao crédito. Pessoas entre dois a cinco salários mínimos foram o grande público que encontrou imóvel para comprar nesse feirão”, explica Menezes. A média dos valores de cartas de crédito concedidas foi de R$ 75 mil, “o que está dentro do perfil do Minha Casa, Minha Vida”, acrescenta o superintendente regional da Caixa.
Quem perdeu o feirão e quer desfrutar das mesmas condições oferecidas por ele pode ir a qualquer agência Caixa com RG, CPF e comprovantes de renda e de residência para ter seu crédito analisado. “Fazemos a mesma coisa.Amanhã(hoje), o feirão continua nas agências, a partir das 10h”, diz Menezes.
Desafios O presidente da Associação de Dirigentes de Empresas do Setor Imobiliário (Ademi-BA), Nilson Santi, estava radiante. “Superou as expectativa se o programa( MinhaCasa, Minha Vida) foi fundamental para isso”, disse, lançando novos desafios. “As empresas que ainda resistiam vão se render de vez ao mercado da classe C, que agora tem facilidade de acesso ao crédito e bom poder de compra”, ressaltou.
Feliz estava o funcionário público Tito Pacheco, que, aos 28anos,conseguiu negociaro crédito para a casa própria. Ele vai pegar um apartamento de dois quartos, em Lauro de Freitas, para pagar em 240 meses (20 anos) em prestações mensais,mas decrescentes, de R$ 820. “Não gastei meia hora para resolver tudo. Agora é sair do aluguel”, disse, ao lado da esposa e da filha recém-nascida. O bancário Marco Aurélio Grana, 42, não usou o programa do governo federal – “os apartamentos estão em locais muito afastados” –, mas negociou o seu dois quartos na faixa dos R$ 160 mil. “Quero um imóvel usado porque esses novos são muito O movimento no Feirão da Casa Própria foi impulsionado pelo crescimento do poder aquisitivo da classe C pequenos”, explicou.