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Setor da Construção
02 de Fevereiro de 2011
Moradia popular até R$ 170 mil

A Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) e o governo travam uma queda de braço sobre a elevação do valor dos imóveis financiados pelo programa "Minha Casa, Minha Vida". O Conselho Curador do FGTS, de onde saem os recursos, deve aprovar, hoje, o aumento do teto de R$ 130 mil para RS 170 mil nos grandes centros urbanos, não somente para o programa, mas para todas as linhas de crédito FGTS.
Para a Abecip, isso tornará mais atraentes os empréstimos do FGTS, cujos juros anuais máximos são de 8,16%, contra 12% da poupança. Por isso, o grupo propôs subir de R$ 500 mil para R$ 750 mil o valor do imóvel financiado pela caderneta. Em reunião na semana passada, a Abecip alegou que o FGTS deveria ser restrito a imóveis de até R$ 80 mil, segundo interlocutores.
Defendem o aumento do teto, Caixa, Ministério das Cidades e o setor da construção civil, mas teme-se que o resultado imediato seja a alta nos preços - um imóvel ofertado hoje por RS 130 mil será logo reajustado para R$ 170 mil.