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14 de Dezembro de 2011

Metrô de Salvador depende de subsídio de R$ 33 milhões

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Apesar do anúncio do início dos testes das composições do metrô de Salvador este mês, a concretização da previsão dos secretários municipais João Leão (Casa Civil) e José Mattos (Transportes) de que o sistema passará a operar até o final do primeiro semestre do ano que vem ainda aparece condicionada a mais aportes financeiros. O secretário Mattos afirmou, nesta terça, 13, que há um pedido da Prefeitura de Salvador, junto ao governo federal, em avaliação no Ministério das Cidades, para liberação de R$ 33 milhões, cuja destinação seria a de subsidiar, por 12 meses, os custos operacionais do metrô da capital baiana, com 6,5 km de extensão. “Nenhum sistema de metrô no Brasil funciona sem subsídios”, argumentou o secretário, embora a realidade da capital paulista indique que os 4,2 milhões de passageiros/dia bancam os custos operacionais da rede, conforme dados da Companhia Metropolitana de São Paulo.

Sem fornecer detalhes de uma planilha de custos de operação do sistema, Mattos garantiu a A TARDE que o valor da tarifa “será a mesma do transporte público (de ônibus)”, hoje em R$ 2,50. O pedido de R$ 33 milhões para subsidiar o funcionamento do metrô é quase 9% do valor inicial, de R$ 370 milhões, previsto para a instalação completa dos 12 km de extensão da linha Lapa-Pirajá, abortada depois de recorrentes denúncias de superfaturamento, apuradas pelo Ministério Público Federal (MPF). A obra já consumiu quase R$ 1 bilhão, segundo cálculos do órgão. O custo preocupa o governador Jaques Wagner sobre a viabilidade econômica de um metrô tão curto. No último dia 7, Wagner defendeu o início da operação só em 2014, quando as duas linhas (Paralela e Pirajá) estiverem prontas. “Se operar só 6 km, o subsídio vai ser uma fábula. Se abrir licitação para operação, não aparecerá ninguém. Por isso a briga para fazer a segunda linha do metrô em Salvador. Seis quilômetros não viabilizam nenhum metrô”, disse Wagner.