Faça o login e acesse o conteúdo restrito.

Notícias



Setor da Construção


10 de Janeiro de 2011

Mercado prevê queda de preços dos imóveis

20210315010153_604ea3f1099d9.jpg

Essa é a hora de comprar a casa própria. Segundo especialistas do setor imobiliário, 2011 promete ser o ano certo para comprar o imóvel tão desejado. Depois de meses registrando alta, a expectativa é que os preços dos lançamentos se estabilizem. Há empresários que até acreditam na queda de preços por causa do maior número de usados disponibilizados no mercado. Isso porque o número de ofertas deve crescer em relação ao último ano. Uma pesquisa da imobiliária Lopes revela que o número de unidades lançadas pode ultrapassar 20 mil, o que representa um crescimento de 15% sobre as 17,5 mil lançadas em 2010.


É com base na quantidade de novos imóveis que serão lançados e com os que serão entregues este ano, a maioria adquirida em 2007, que se espera um outro comportamento do mercado. Sandro Mello, sócio-diretor da franquia imobiliária RE/MAX G5, explica que a oferta de imóveis aumentará ainda porque haverá uma expressiva oferta de imóveis usados. “Houve um upgrade (melhoria) da população, que saiu de um imóvel para um melhor. Além disso, muita gente comprou para investir”, acrescenta Mello sobre os usados.


O ano também começa com a notícia de que os bancos investirão mais na concessão do crédito imobiliário, depois de ver restringido o incentivo a outros empréstimos no final de 2010. Segundo dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança, a estimativa é que a liberação de recursos para a compra de imóveis cresça até 50%. Com os recursos da caderneta de poupança e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço se chegará à quantia recorde de R$ 105 bilhões. O valor equivale à compra de 2 milhões de imóveis.


Mais oferta
Para Paulo Muccini, diretor comercial da imobiliária Lopes, outra perspectiva positiva para o mercado baiano é que grandes incorporadoras não lançaram alguns projetos em 2010, o que intensificará o número de empreendimentos em 2011. “Foi em decorrência da alta de preços na construção civil, ou na espera de aprovações”, diz Muccini sobre os lançamentos que ficaram para 2011.


Sobre o preço da casa própria, Muccini concorda com o cenário de estabilização ou de queda. “A alta dos preços dos imóveis em 2010 foi o grande fator que não alavancou as vendas”, pondera. Segundo ele, a justificativa para o preço mais salgado foram os insumos da construção, a mão de obra e o preço dos terrenos em Salvador.


Para 2011, a previsão do diretor é que as vendas para a classe média, com apartamentos de três quartos e de até 100 metros quadrados, representem metade do setor. Logo em seguida virá o segmento econômico (apartamentos de dois quartos), com 30% de participação. “O grande destaque de preço são as regiões e Patamares, Piatã e Brotas. Paralela, Imbuí e Lauro de Freitas também continuam em alta”.


Já Samuel Prado, presidente do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis (Creci-BA), diagnostica 2011 como o ano dos preços “caírem na realidade”. Como muitos novos proprietários compraram para revender e como haverá maior oferta de usados, Prado reafirma que os preços tendem a sair da supervalorização dos últimos anos.


Alberto Lorenzo, diretor geral da Syene Empreendimentos, diz que este é o ano “da consolidação”. Para ele, será possível visualizar, com o maior número de entregas em 2011, como se comportará o mercado imobiliário nestes próximos anos.