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22 de Novembro de 2011
Mercado está de olho em solteiros e casais sem filhos

Os imóveis com um dormitório são a bola da vez. O crescente interesse por esse tipo de moradia, que não se restringe mais ao tradicional quarto e sala, revela a importância que ganha para o mercado o segmento de compradores constituído de solteiros e casais sem filhos. Na avaliação do presidente da Comissão Nacional da Indústria Imobiliária da CBIC, João Crestana, a procura por esse tipo de moradia é conseqüência do bônus demográfico brasileiro. "Situação em que o número de pessoas ativas entre 20 e 50 anos supera a soma de crianças e aposentados", explica. Os solteiros e os casais sem filhos, na avaliação de Crestana, são mais dedicados à carreira e à formação profissional, por isso, o interesse imobiliário desse perfil é diferente. "O interesse imobiliário desses jovens vai de estúdios compactos e sem divisórias, com 35m² e sem vaga de garagem, perpassam os 'sala e quarto' e se alçam aos sofisticados lofts de 100m² e duas vagas", diz Crestana.
O dirigente da CBIC informa que as condições para escolher um determinado imóvel também mudaram, e o valor não é mais o fator decisivo. "Uns exigem preços acessíveis e dispensam equipamentos comunitários, fator preponderante para a redução da taxa condominial. Outros procuram condomínios adjacentes ao metrô e a corredores de ônibus e valorizam funcionalidades, como lavanderia coletiva", explica. Arquitetura moderna, espaços abertos, raia de natação e espaço gourmet são algumas das exigências mais refinadas desse público, que, segundo Crestana, consideram essencial a proximidade do imóvel com o local de trabalho, universidades, cinemas, bares, restaurantes e baladas. Um dos tipos de imóveis que perdeu espaço foram as quitinetes. "Sucesso nas décadas de 1960 e 1970, a locação de quitinetes complementava a aposentadoria de seus proprietários. Porém, o protecionismo danoso da lei do inquilinato vigente à época permitiu que inquilinos de má-fé deixassem de pagar o aluguel, danificando imóveis e se recusando a sair. Com isso, essas unidades perderam reputação", explica Crestana, acrescentando que, "agora, imóveis de um dormitório recuperam importância e incentivam a volta da locação como investimento.