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17 de Agosto de 2012

Mais de 40 obras do PAC na Bahia estão atrasadas ou canceladas

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A Via Expressa começou a ser construída em março de 2009 e foi pensada para solucionar problemas de tráfego na Rótula do Abacaxi, Ladeira do Cabula, Largo dos Dois Leões e Baixa de Quintas. Mas, por enquanto, só trouxe transtorno a moradores e comerciantes. Ela está entre as 45 obras do Programa de Acelerção do Crescimento (PAC) 2, na Bahia, de um total de pelo menos 100, que tiveram problemas, como atrasos, cancelamentos e ações na Justiça. Segundo relatório da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), dos 740 imóveis que deveriam ter sido desapropriados e demolidos, 247 permanecem de pé.

Outra obra problemática é a Ferrovia Oeste-Leste (Fiol), que esbarrou em problemas ambientais e, segundo a empresa executora, Valec, aguarda liberação pelo Ibama da licença de concessão de instalação para dar seguimento às obras do trecho entre Caetité e Barreiras (485 quilômetros). O Ibama justificou que a liberação da licença depende da apresentação de um Programa Básico Ambiental da Valec, que deve ser entregue até setembro.

Outra obra importante que está com o cronograma prejudicado é a ferrovia Camaçari-Aratu, que já deveria estar servindo para o escoamento dos produtos do Polo Petroquímico. “São produtos químicos, perigosos. E com a ferrovia, eles não precisariam mais passar por dentro da cidade”, explica o gerente de estudos técnicos da Fieb, Marcus Verhine. A obra data de 2010, mas mal começou e teve que parar porque iria passar por uma reserva de mata atlântica e por uma comunidade quilombola.