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Notícias



Setor da Construção


10 de Janeiro de 2011

Lojas de materiais de construção oferecem descontos de até 30%

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Quem for comprar material de construção em Salvador vai encontrar boas ofertas na praça. Os descontos em alguns casos podem chegar a até 30% do preço original do produto. Os abatimentos expressivos são reflexos do aquecimento do mercado. “Nos 20 anos em que trabalho neste ramo, 2010 foi o melhor. Crescemos entre 25% e 30%. O mercado baiano está aquecido ainda”, afirma o gerente de vendas da Comercial Ramos, Edvã Queiroz.


Neste tipo de comércio, as promoções costumam acontecer durante o ano inteiro. A boa fase, entretanto, tem deixado os comerciantes mais generosos com o consumidor. “Sempre as fazemos, mas agora resolvemos dar um upgrade ampliando as promoções”, conta Queiroz.


O tipo de produto em oferta geralmente varia conforme a demanda do período. Janeiro é a temporada das tintas. “A indústria do Carnaval usa muita tinta, as escolas e faculdades aproveitam o verão para fazer reformas, e as pessoas físicas preparam a casa para o verão”, diz Queiroz.


Renda extra - O primeiro mês do ano é bom tanto para o comércio, que em alguns casos chega a obter 15% de acréscimo nas vendas, quanto para o consumidor, interessado em fazer mudanças em sua residência com os bônus de final de ano.


“O 13º contribui muito”, admite a funcionária pública Luzia Araújo Padilha. Ela aproveitou o dinheiro extra para comprar peças para o banheiro de sua casa. Além dos descontos, a consumidora também foi atraída pela facilidade de pagamento. “Hoje há a comodidade de pagar em até 10 vezes sem juros”, observa Luzia.

Parcelamento - Falta de dinheiro definitivamente não é mais desculpa para deixar de comprar materiais de construção.

Há instituições financeiras que permitem o parcelamento do material de construção em até 60 meses.


Para quem não deseja pagar os juros, há a possibilidade de dividir a compra em até dez vezes no cartão. Algumas lojas trabalham com o pagamento da primeira parcela após 90 dias.


Tamanha diluição tem atraído as classes C e D. “São as propulsoras das vendas atualmente”, afirma Edvã Queiroz.
Segundo o gerente de vendas da loja O Fazendão, de Cajazeiras, Jeremias Almeida, 90% das aquisições são parceladas. E não são só as classes C e D que procuram diluir ao máximo as compras.


“A classe média parcela muito mesmo. O parcelamento auxilia bastante, pois a pessoa gasta bastante com a mão-de-obra, e como o pagamento desta não pode ser parcelado, acaba compensando isso no material de construção”, diz.


O mercado aquecido de material de construção tem atraído novos comerciantes. “Aqui na San Martin já são quase 40.

Está crescendo muito, principalmente com pequenas lojas. Estamos quase criando uma associação”, conta o gerente da Irmãos Queiroz, Artur Queiroz.