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18 de Julho de 2012

Lentidão da Justiça emperra questões de interesse público na Bahia

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Desde 2005, Salvador enfrenta uma série de problemas que se prolongam por anos no Judiciário, novela que pode se repetir agora, com a Louos. O primeiro deles foi o processo contra as barracas de praia, derrubadas em 2010 após ação da Superintendência do Patrimônio da União e até agora sem um futuro conhecido. A prefeitura espera uma posição do juiz da 13 Vara da Fazenda Pública, Carlos D’Ávila sobre que tipo de projeto poderá implantar na orla de Salvador.

Já a ampliação do Aeroclube Plaza Show foi embargada em 2007, após ação movida por moradores da Boca do Rio, com desfecho somente em agosto de 2011. O licenciamento do Hotel Hilton, no Comércio, demorou três anos, quase inviabilizando o empreendimento. O conselheiro da OAB-BA, Cândido Sá acredita que o problema está na própria estrutura disponibilizada ao Judiciário baiano, que tem menos juízes, promotores e desembargadores do que a média nacional. O conselheiro relata que cada juiz baiano trabalha em cerca de 300 processos simultaneamente, fazendo com que audiências sejam marcadas para 1,5 ano depois.

O conselheiro prega a necessidade de a sociedade – professores, estudantes, associações civis – cobrarem dos poderes Executivo e Legislativo ações que melhorem as condições de Judiciário.