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Economia
06 de Julho de 2012
Juros caíram de 12% a 17% desde março

A estratégia da presidente Dilma Rousseff contra os juros altos cobrados pelos bancos no Brasil tem um resultado que pode ser analisado pela velha metáfora do copo meio cheio ou meio vazio. Entre março e junho, os maiores bancos de varejo do país - Banco do Brasil, Itaú, Caixa, Bradesco, Santander e HSBC- reduziram as taxas cobradas nas principais linhas de crédito para pessoas físicas e jurídicas, como crédito pessoal, veículos e capital de giro, num intervalo médio que vai de 12% a 17%.
Porém, o país ainda está longe de ter custo de crédito em níveis civilizados, especialmente nas linhas de curtíssimo prazo. No crédito pessoal, embora haja discrepâncias para os dois lados, o custo médio ainda ronda 50% ao ano, ante uma taxa básica de juros de 8,5%.
Com a análise, é possível fazer uma lista decrescente daqueles que reduziram os juros com mais intensidade. A Caixa foi, com folga, a mais agressiva nos cortes, seguida pelo BB, que tem intensificado as reduções paulatinamente, e recentemente acabou com a exigência de que os clientes aderissem a um pacote de serviços para ter acesso às taxas menores.
Entre os privados, o Itaú fez as maiores baixas em linhas de crédito pessoal e financiamento de veículos, seguido na ordem por Bradesco e Santander. O HSBC fez mudanças tímidas, limitando-se a repassar a queda de 1,25 ponto percentual ao ano da taxa Selic desde março.