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08 de Fevereiro de 2012

Infraero discute seu novo papel após leilão de aeroportos

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Os próximos passos da política aeroportuária são a definição do Plano de Outorga e a abertura de capital da Infraero. O presidente da empresa estatal, Antônio Gustavo do Vale, acredita que em 2014, o governo poderá pensar em fazer um IPO (emissão primária de ações) da Infraero. Até lá, porém, muitas decisões terão de ser tomadas para transformar a estatal numa empresa com patrimônio, eficiente e competitiva.

O Plano de Outorga, que o governo deverá apresentar no primeiro trimestre, vai esclarecer quais aeroportos pertencem à União e quais serão da alçada dos governos estaduais e municipais. A partir desse mapeamento, a União poderá destinar alguns aeroportos à Infraero, empresa que atualmente não dispõe de patrimônio e, portanto, não atrairia investidores para uma operação de abertura de capital.

Os recursos gerados pelas concessões de Guarulhos, Viracopos e Brasília - conforme leilão realizado na segunda feira (6) - serão depositados no Fundo Nacional da Aviação Civil. Assim, os R$ 24,5 bilhões apurados em outorgas serão quitados em 20, 25 ou 30 anos, prazo de duração de cada uma das concessões. Esse dinheiro, porém, é receita primária do Tesouro Nacional e não da Infraero; e só poderá ser usado para investimentos em aeroportos.