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Economia
06 de Janeiro de 2012
Inflação terminou o ano com variação esperada, afirma Fazenda

O ministro da Fazenda interino, Nelson Barbosa, disse nesta sexta-feira (6) que o resultado alcançado pelo IPCA em 2011, que foi de 6,5%, já era o esperado pelo governo nos últimos meses. Ele afirmou que a inflação vem desacelerando e que, com isso, deverá fechar este ano abaixo de 5%. "Foi dentro do esperado pelo Ministério da Fazenda e [a gente] espera que continue essa trajetória de queda em direção ao centro da meta. Espero que esse ano, 2012, feche abaixo de 5% e o ritmo de desaceleração continue no mesmo ritmo verificado nos últimos três meses - que caiu de 7,3% para 6,5%", comentou Barbosa.
Barbosa citou vários fatores que, para o governo, contribuirão para a queda da inflação, entre eles o corte no valor de venda de bens industriais, de alimentos e de preços administrados (como energia elétrica). Segundo ele, o preço dos serviços deve permanecer estável por conta da estabilidade na taxa de desemprego e o aumento do salário mínimo deverá ter pouco impacto na inflação. Barbosa substitui o ministro Guido Mantega, que está de férias até o dia 15. O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo, que mede a inflação oficial) não suportou os focos de pressão e o IPCA fechou 2011 no teto da meta do governo, de 6,5% - mais do que os 5,91% de 2010--, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta sexta-feira (6). Esta é a maior taxa desde 2004, quando o indicador ficou em 7,6%.
De um lado, a inflação foi mais alta em 2011 graças ao consumo aquecido, com o ingresso de mais pessoas nas classes mais altas, a expansão da renda e o desemprego em queda. Por outro, preços mais altos de commodities, especialmente até meados do ano, fizeram os alimentos subirem. Ainda que tenham avançado menos do que em 2010 (10,39%), o grupo alimentação teve alta de 7,18% em 2011.