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Economia


03 de Novembro de 2010

Inflação para a casa própria

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Inflação para a casa própria


O governo estuda criar no ano que vem o Índice Nacional dos Preços de Imóveis, em parceria com o IBGE. Isso porque o setor está em expansão - em 12 meses, o crédito para casa própria cresceu mais de 50% - e a equipe econômica quer evitar uma "bolha imobiliária" como a que provocou falência nos bancos americanos a partir de setembro de 2008 e causou uma crise financeira mundial. Segundo especialistas, o mercado imobiliário brasileiro é bastante cauteloso, mas é preciso criar mecanismos, como o novo índice de preços de imóveis, para acompanhá-lo mais de perto.


Proposta divide opiniões


O presidente do Secovi-SP, João Crestana, diz que o novo indicador é bem-vindo para dar um parâmetro sobre o comportamento dos preços de imóveis. A casa própria no País costuma ser financiada com recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e poupança. Só a caderneta já financiou este ano, até agosto, 263.701 unidades, somando R$ 34 bilhões.


Para o diretor da Basimóvel, Ariovaldo Rocha Filho, criar um índice específico só funcionará se o indicador setorial for deslocado. Atualmente, já existem o CUB (Custo Unitário Básico da Construção), INCC (Índice Nacional da Construção Civil) e ICC (Índice do Custo da Construção). "Não vejo necessidade ainda da criação de um índice. O próprio mercado se autorregula. O setor está vivendo um momento atípico, de glória. Mas quando tiver a desvalorização como será?", questiona o especialista.


Dinheiro para o 'Minha Casa, Minha Vida 2'


O governo discute internamente editar medidas que estimulem o crédito de longo prazo. Entre elas, estaria a redução dos depósitos compulsórios nos financiamentos para habitação e infraestrutura. Essa seria uma das fontes de financiamento da segunda fase do projeto de Minha Casa, Minha Vida, de estímulo à construção e aquisição de moradias próprias.


O depósito compulsório é formado por recursos que os bancos são obrigados a depositar no Banco Central (BC) com o objetivo de não circular como crédito nem forçar alta na inflação. Hoje os bancos precisam deixar no BC (sem remuneração) 43% de todos os depósitos feitos diariamente nas contas corrente.