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Economia
05 de Julho de 2012
Indústria teme o fim do corte do imposto

Os setores da indústria beneficiados pelas isenções de impostos esperam que os incentivos do governo sejam prorrogados para evitar resultados negativos no resto do ano. Em maio, a indústria recuou 4,3%, a nona queda seguida, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As empresas alegam que o corte da isenção reduzir ainda mais os índices de produtividades. Com IPI mais baixo para automóveis, de maio até o fim de agosto, a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), por exemplo, contabilizou aumento nas vendas diárias - de 13 mil, em maio, para 16 mil em junho.
O setor de linha branca também contabiliza alta nas vendas. No primeiro semestre deste ano ante o mesmo período de 2011, as vendas de refrigeradores cresceram 12%; a comercialização de lavadoras avançou 10% e a de fogões 13%. Para Rafael Bacciotti, economista da Tendências Consultoria, as medidas anunciadas pelo governo não serão suficientes para reverter o desempenho da indústria. "Essas medidas não alteram a questão da competitividade. E é isso que está pegando agora no Brasil". O economista acredita que a indústria também tem sido prejudicada pela crise internacional. "A crise internacional tem limitado o crescimento da demanda externa", afirma.