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Economia


12 de Janeiro de 2012

Indicadores sinalizam crescimento sustentável

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O encontro que o empresário Paulo Safady Simão, presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), manteve com a imprensa, dia 8 de dezembro, em Brasília (DF), contribuiu para desenhar um cenário que, a serem mantidos os números expostos pelos economistas da entidade, é de confiança na continuidade do crescimento setorial ao longo de 2012. A perspectiva é de que a construção civil consolide um crescimento de 5,2%, índice acima dos 4,8% de expansão que vêm sendo calculados para aquele período. O ambiente macroeconômico ficou sinalizado, em 2011, pelo aumento dos riscos à estabilidade financeira nos Estados Unidos e na Europa. Houve elevação dos problemas fiscais; foi detectado perigo inflacionário nas economias emergentes, incluindo na economia brasileira, o que se refletiu no aumento do preço de commodities; registraram-se instabilidades no Norte da África e no Oriente Médio e agravou-se a situação na chamada Zona do Euro. Houve até pânico em algumas bolsas. No Brasil, o governo agiu com alguma rapidez.

Resumidamente, ele fez o seguinte, segundo os dados coligidos e estudados pela CBIC: aumentou os juros para desacelerar a economia e reduzir o fôlego da inflação; já a partir do final de agosto, reduziu os juros e adotou medidas de estímulo ao consumo interno, desonerando tributos incidentes sobre os produtos da linha branca e sobre o crédito ao consumidor; e incentivou a construção civil, ampliando o teto do imóvel sobre o qual incidia a alíquota de 1% do Regime Especial de Tributação (RET), que subiu de R$ 75 mil para R$ 85 mil, o que alentou o programa Minha Casa, Minha Vida. Segundo o presidente da CBIC, as medidas que o governo resolveu adotar, incluindo o aumento dos juros, responderam positivamente às expectativas de um crescimento considerado “bem mais moderado da economia nacional em 2011”. Independentemente dos fatores da crise internacional e das possibilidades de alguma vulnerabilidade brasileira por conta disso, a construção civil seguiu registrando “incremento consistente em suas atividades”.

Em 2010, ela obteve desempenho considerado recorde e, em 2011, os números alcançara um patamar de maior equilíbrio e sustentabilidade. Portanto, aquele círculo virtuoso que se iniciou em 2004, continuou. E, por que ela obteve resultados julgados muito significativos? A CBIC explicou: “Houve maior oferta de crédito imobiliário, dado que se aliou às medidas de redução da taxa de juros dos financiamentos e do alongamento dos prazos para pagamento; registrou- se aumento do emprego formal, do crescimento da renda familiar e a macroeconomia ficou estável. Registraram-se também alterações no marco regulatório. Haja vista, o advento da Lei 10.931, de 2004, que instituiu o chamado “patrimônio de afetação”, estabeleceu requisitos para demanda sobre contratos de comercialização de imóveis, tratou da atualização monetária desses contratos e criou novos títulos de créditos para incentivar o mercado imobiliário.