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19 de Outubro de 2011
Imóvel sem garagem, você compraria?

Você compraria um imóvel num edifício em lançamento, sem vagas de garagem ou com reduzido número delas? A possibilidade da oferta de novos imóveis em tais condições começa a ser aventada pelo segmento produtivo do mercado imobiliário paulistano.
O tema vem a propósito de artigo escrito em conjunto por Hamilton de França Leite Júnior, Claudio Tavares de Alencar e Vanderley Moacyr John, apresentado durante a 11ª Conferência da Latin American Real Estate Society (íntegra). Na abordagem, é comentada curva de evolução histórica, mostrando que os espaços ocupados por garagens cresceram demasiadamente, em relação à área privativa total dos edifícios construídos em São Paulo desde o início da verticalização, na década de 1930. Nessa relação, o auge do crescimento é de 53,84%, alcançado em 2001.
Um dos autores do artigo, Hamilton de França Leite Júnior – que é diretor de Sustentabilidade do Secovi-SP, comenta que a visualização da curva da evolução possibilitou a formulação de tendências para 2020, em diferentes cenários.
“Um dos cenários aponta o crescimento proporcional das garagens em relação à área privativa total dos edifícios, alcançando (em 2020) a marca de 58,69%. Para ilustrar este caso, haveria 58,69 m2 de garagens para um apartamento de 100 m2. As consequências negativas seriam: aumento nos custos dos imóveis devido à área adicional que precisaria ser construída para as garagens, e trânsito ainda mais caótico, com toda a sua herança nefasta para a economia nacional, para a saúde e qualidade de vida da população”, afirma o sindicalista.