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Economia


04 de Outubro de 2011

Goldman Sachs reduz previsão de expansão do PIB do país em 2011 e 2012

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O banco americano Goldman Sachs reduziu a previsão para o crescimento da economia brasileira em 2011 e 2012, em meio à deterioração da situação financeira da Europa e dúvidas sobre a capacidade de os Estados Unidos evitarem um processo recessivo. Segundo o banco norte-americano, o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil deve crescer 3,5% neste ano, abaixo da projeção anterior de expansão de 3,7%. Para 2012, a redução na estimativa foi mais forte: passou de crescimento de 3,8% para 3,3%.


Em relatório divulgado ao mercado, o Goldman Sachs destaca que a projeção considera a expectativa de novos cortes na taxa básica de juros e considera uma transmissão limitada dos efeitos da crise europeia para economias emergentes. Mas ressalta que, caso as pressões econômicas vindas da Europa se espalhem, com efeitos diretos sobre os preços de commodities e o dólar, os países emergentes são os mais vulneráveis."Uma migração mais rápida em direção a uma política de afrouxamento monetário na Europa, na China e outros países, bem como a adoção mais acelerada de um plano de recapitalização dos bancos da zona do euro ajudariam muito [a controlar a situação]", diz o relatório.
 

Para o crescimento da economia global, as projeções do Goldman caíram de 3,9% para 3,8% em 2011 e de 4,2% para 3,5% em 2012. Para a economia dos Estados Unidos, a estimativa para 2011 melhorou, passando de 1,6% para 1,7%, enquanto a de 2012 piorou, passando de 2% para 1,4%. China e Índia seguem, na avaliação do Goldman, como grandes propulsoras do crescimento global, com expansão prevista de 9,1% e 7%, respectivamente, em 2011. Ainda assim, ambas sofreram um corte nas projeções, que estavam em 9,3% para China e 7,3% para Índia. Para 2012, o Goldman prevê crescimento de 8,6% da China (projeção anterior estava em 9,2%) e de 7,4% para a Índia (ante 7,8% assumidos anteriormente).