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Economia
31 de Maio de 2012
Financiamentos perdem o ritmo

Nem mesmo as medidas governamentais de estímulo ao consumo animam as previsões dos bancos privados para as operações de crédito este ano. A expectativa é de que tais operações cresçam a um ritmo menor do que vinha sendo registrado até o ano passado. O desaquecimento da economia, as incertezas do cenário internacional e o temor provocado pelo aumento da inadimplência do consumidor levaram algumas instituições financeiras privadas a pôr um pé no freio na liberação de novos financiamentos. Ainda assim, as operações de crédito devem bater a marca de R$ 1,9 trilhão registrada em 2011. O destaque deve continuar sendo o crédito imobiliário.
A avaliação dos executivos financeiros é que o consumidor já teria chegado a seu ponto máximo de endividamento. O aumento da demanda por crédito, nesse caso, dependeria do aumento da renda no País. Segundo eles, a expectativa de crescimento abaixo de 4,5% pode inibir o consumo com reflexos na produção industrial e também na liberação de novos financiamentos. Poderá haver redução também nas operações de crédito imobiliário. Os financiamentos para a construção e compra de imóveis alcançaram em 2011 R$ 79,9 bilhões - maior volume já registrado no País. Foram emprestados R$ 23,7 bilhões a mais do que em 2010, um crescimento de 42%, de acordo com a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).
O número de unidades financiadas chegou a 493 mil - 17% mais que no ano anterior. “O crédito imobiliário continuará sendo destaque, provavelmente apresentando o maior crescimento dentre as nossas carteiras neste ano. Isso já se verificou no primeiro trimestre, quando cresceu 8,5% sobre dezembro de 2011 e 57,3% na comparação com março de 2011", diz Rogério Calderón, do Itaú Unibanco.