Notícias
Setor da Construção
01 de Novembro de 2011
Fim de obras aquece indústria de materiais de acabamento

O volume, sem precedentes, de entrega de imóveis, esperado para o período dos últimos meses deste ano até o fim de 2012, tem impulsionado as vendas da indústria de materiais de acabamento. Nunca se vendeu tantos produtos como louças e metais sanitários, fechaduras, tintas imobiliárias e revestimentos cerâmicos. As vendas diretas de materiais de acabamento da indústria para construtoras devem movimentar cerca de R$ 15 bilhões dos R$ 45 bilhões de faturamento do segmento esperado para este ano. A receita total de produtos de acabamento em 2011 terá crescimento real de 8% sobre os R$ 42 bilhões de 2010, que havia sido o melhor ano do segmento, conforme o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat), Walter Cover. A expansão resulta das vendas para as construtoras, que equivalem a um terço do total, e das destinadas ao varejo, que ficam com dois terços.
Na Deca, divisão de louças e metais sanitários da Duratex, as vendas para as construtoras correspondem de 15% a 20% do total. A Deca começou a sentir aumento da demanda das construtoras no meio do ano, como resultado da maior proximidade das entregas dos imóveis, conforme o diretor comercial, Roney Rotenberg. A perspectivas positivas dos fabricantes de materiais de construção para os próximos anos se justificam pelo volume de lançamentos feitos pelas incorporadoras em 2010 e sendo anunciados neste ano. Até o fim de 2012, o setor contará com a demanda das obras dos imóveis lançados em 2008 e uma parte de 2009. A partir do segundo semestre de 2013 e, principalmente, de 2014, será a vez de os lançamentos de 2010 e 2011 serem entregues.
A Eliane Revestimentos Cerâmicos passou a receber, em setembro, número maior de pedidos por parte das empresas para os imóveis em fase final de obras. As encomendas são feitas com antecedência de seis meses a um ano. Após registrar vendas recordes em 2010, a Eliane espera ultrapassar a marca novamente em 2011, tanto nas vendas totais quanto naquelas para as construtoras, conforme o diretor comercial, Rogério Longoni. Para 2012, a perspectiva é de "ritmo de vendas muito bom".