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29 de Novembro de 2011

Fieb reclama de infraestrutura para indústria avançar

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Nos anos 70 para a atualidade o Polo industrial de Camaçari percorreu um imenso caminho cujos momentos perfazem os capítulos da história econômica da Bahia no final do século XX e início do século XXI. Das primeiras indústrias petroquímicas, aos polos automotivo e eólico, aos mais modernos parques industriais da América Latina. Segundo o Superintendente de Desenvolvimento Industrial da Federação das Indústrias do Estado da Bahia, João Marcelo Alves, o atual momento baiano pode ser sentido a partir dos indicadores econômicos do Nordeste. “O crescimento do PIB na região Nordeste, acima da média brasileira e o movimento mais forte de distribuição de renda na região, com a ascensão da classe C, com certeza propicia um ambiente favorável para a atração de investimentos na região. Em especial aqueles com a produção e serviços voltados para o mercado interno. Mas para que a Bahia seja vista com interesse, é necessário que avancemos em questões estruturais que afetam diretamente a competitividade da indústria local, como a infraestrutura de transportes, a qualidade dos nossos Distritos Industriais, e a mobilidade urbana da RMS”, avalia.

Ele destaca o papel da indústria como geradora de empregos no estado. Segundo a base da RAIS, o estoque de empregos formais na Indústria baiana alcançou 409.248 em 2010. “Os dados do Caged mostram que, de janeiro a outubro de 2011, o saldo dos novos empregos formais gerados pela Indústria alcançou 25.002, contra 47.025 em igual período do anterior”, cita. Questionado se há riscos da crise internacional afetar a indústria no Brasil e na Bahia, ele é categórico. “A indústria nacional dá sinais de arrefecimento desde o início desse ano. A produção física da indústria de transformação cresceu apenas 1% de janeiro a setembro de 2011 comparada ao mesmo período do ano anterior. Na Bahia, a produção recuou 4,5% no período analisado. A queda no estado foi puxada pelo segmento de metalurgia básica (-11,8%) e Produtos Químicos e Petroquímicos (-10, 2%), intensificada pela quebra do fornecimento de energia para o Polo Petroquímico em fevereiro desse ano”, acredita.