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Setor da Construção
10 de Fevereiro de 2011
Ferrovia Oeste-Leste vai criar oportunidades para negócios

Com previsão de conclusão das obras em solo baiano em 2012, a Ferrovia da Integração Oeste Leste (Fiol) deve gerar cerca de 30 mil empregos, sendo 10 mil diretos e 20 mil indiretos. Isso será provocado por benefícios socioeconômicos, como a dinamização das economias locais, propiciando a criação de distritos industriais em locais como Jequié, Brumado, Caetité, e Barreiras. A ferrovia vai ligar a Costa do Cacau à cidade de Figueirópolis, no Tocantins, percorrendo na Bahia 980 quilômetros. Seus efeitos vão ser sentidos até numa distância de 100 quilômetros nos dois lados dos trilhos.
Cidades menores evoluirão e regiões já consolidadas vão atrair mais investimentos, especialmente nos oito canteiros que estão sendo criados para viabilizar a construção da ferrovia. “Essa desconcentração do desenvolvimento criará uma inversão de mão-de-obra da Região Metropolitana, que voltará para o interior. Este é o grande poder transformador dessa obra”, afirma o presidente do Bahia Mineração (Bamin), Clóvis Torres.
O empresário, coordenador o Conselho de Economia e Desenvolvimento Industrial da Federação das Indústrias do Estado da Bahia, ressaltou que, com a implementação do Porto Sul, em Ilhéus, a Fiol terá dois grandes atrativos para o investimento: a obra em si, que necessitará de fornecedoras, e o incremento da estrutura logística.