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Notícias



Economia

29 de Abril de 2010

Entidades da indústria e sindicais criticam alta do juro

O aumento da taxa básica de juros, anunciado hoje pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, não se justifica, segundo avaliação da Confederação Nacional da Indústria (CNI). "A decisão superestima a alta da inflação, que permanece dentro da meta, e pode ter efeitos negativos mais permanentes sobre a produção", afirmou o presidente entidade, Armando Monteiro Neto, segundo nota distribuída pela CNI.

A avaliação de Monteiro Neto é de que o aumento de 0,75 ponto porcentual da taxa Selic, para 9,5% ao ano, terá efeito limitado no controle das atuais pressões inflacionárias, que são provocadas pelos preços dos alimentos. "A elevação dos juros não surtirá efeito nesse componente, porque os aumentos desses preços se devem a fatores externos", disse.

Ele lembrou ainda que a indústria não tem contribuído para as pressões inflacionárias. Segundo ele, o setor está ocupando gradualmente a margem de ociosidade criada com a crise econômica. "O aumento do uso da capacidade é salutar e essencial para alavancar os investimentos na indústria, o que já vem ocorrendo".Para Monteiro Neto, o país precisa criar condições para que o ciclo de elevação dos juros, iniciado hoje, seja o mais breve e o menos intenso possível. "É imprescindível coordenar as políticas monetária e fiscal, de forma a enquadrar a meta de inflação sem maiores danos ao setor produtivo e ao investimento privado", disse.