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29 de Agosto de 2011
Empresas vão atrás do consumidor com mais de 60 anos

Público cada vez maior, a terceira idade está preocupada com a saúde, o bem-estar e disposta a investir na qualidade de vida. Até 2025 serão 30 milhões de pessoas – cheias de disposição e mais dinheiro no bolso – acima de 60 anos no país, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). E junto com essa longevidade crescerão os mercados de serviços direcionados à terceira idade. Cálculos do Instituto Somatório, empresa de análise de informações de marketing, indicam que o total da renda mensal da terceira idade no Brasil chega a R$ 7,5 bilhões, o correspondente a 15% dos rendimentos dos domicílios no País. Dentro dessa faixa etária, 93% têm renda própria. É verdade que parte considerável dos idosos contribui com as despesas familiares, ajudando nas contas. Mas é outro quadro que tende a se modificar. “Com a melhora da economia, a tendência é que sobre mais dinheiro para gastarem com eles mesmos”, explica o sócio-diretor do Instituto Somatório, Marcelo Guerra. A transformação demográfica no Brasil terá impacto no comportamento da sociedade, exigindo adaptações das empresas. Por enquanto, o que existe de oferta é pouco. “A demanda já é grande, mas os serviços adequados ainda escassos”, diz o especialista em marketing e planejamento estratégico Marcos Morita, professor da Universidade Mackenzie. O empreendedor animado em investir no nicho, repleto de oportunidades, não pode cometer um erro fatal: vender qualquer coisa associada à idade avançada ou à incapacidade. O serviço ou produto deve trazer a ideia de convivência entre pares, mas com espírito jovem. (Matéria: Portal Gente&Mercado, 29.08.11)