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Setor da Construção
24 de Março de 2011
Empresas terão que reter talentos para sobreviver

Um verdadeiro exército, formado por construtoras e empregados da construção civil, teria que ser mobilizado para zerar, até 2022, o déficit habitacional brasileiro. É o que demonstra um estudo da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) em parceria com a consultoria LCA, publicado no fim do ano passado.
O levantamento considera a estimativa de que o país deve ganhar, pelo menos, mais 10 milhões de habitantes em 11 anos. Considerando este crescimento, o estudo aponta que, em pouco mais de uma década, metade dos brasileiros que forem incorporados à População Economicamente Ativa (PEA) deverá trabalhar na construção civil. Segundo o estudo, esta será a única maneira de suprir a futura demanda.
Caso a hipótese seja confirmada, serão inseridos neste mercado 3 milhões de profissionais para construir 23 milhões de habitações - 6 milhões para suprir a procura atual e outros 17 milhões para atender ao incremento da demanda.
Analisados isoladamente, os números já explicitam o grande desafio que o país tem pela frente. No entanto, quando inseridos no atual cenário da construção civil, fortemente marcado pelo apagão de mão de obra, o quadro fica ainda mais preocupante.
Hoje, a carência de funcionários para preencher as vagas disponíveis no segmento já é amplamente debatida, o que explica o reconhecimento das empresas que conseguem reter talentos.