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Geral

28 de Junho de 2010

Empresas têm crédito especial para equipamentos ecoeficientes

Produzir mais, consumindo menos. Em outras palavras: eco eficiência empresarial, um conceito cada vez mais em voga para definir um modo de produção de bens e serviços que utiliza menos recursos naturais e gera menos resíduos, amenizando assim os impactos ambientais. Na Bahia, a adoção de ações e estratégias nesse sentido, por parte do empresariado, ganha força com o recente lançamento de uma modalidade de crédito específica para a aquisição de equipamentos eco eficientes.Dentro da já existente linha de crédito de Bens de Consumo Duráveis (BCD–PJ), o novo financiamento da Caixa Econômica Federal é de até 100% e oferece juros mais baixos.

Enquanto as linhas de crédito para pessoa jurídica trabalham, em geral, com taxas de diferente composição que variam de 2% a 3,5% ao mês, a modalidade da eco eficiência empresarial oferece juros máximos mensais de 1,92%, mais a Taxa de Referência (TR). O valor pode ser mais baixo, a depender da avaliação de risco da empresa. A gerente geral da agência Boulevard da Caixa, Katiane Lantyer, destaca que os prazos de pagamento vão de dois a 54 meses, com até seis meses de carência, quando são pagos apenas os juros, sem amortização, deixando as prestações mais baixas. “É um incentivo voltado às empresas individuais ou micro e pequenas empresas. Grande porte não entra”, diz ela.

O financiamento, disponível desde o início do mês, é garantido para a aquisição de equipamentos eco eficientes voltados, principalmente,para aquecimento solar da água, tratamento de resíduos sólidos, controle de poluição da água, eficiência energética, reciclagem de resíduos e tratamento e reutilização de águas residuais. Selo ambiental Cliente da linha de crédito da Caixa, a Eco mundo Incorporadora é uma das empresas de Salvador que hoje trabalha com a eco eficiência. “É um dos principais valores da empresa que se reflete também nos empreendimentos que fazemos”, afirma o diretor financeiro, Marcelo Lafayette.

Não é à toa que a empresa, fundada em 2005, conta com dois lançamentos na capital que se tornaram os primeiros edifícios residenciais da América Latina a conquistara certificação do selo Aqua, concedido pela Fundação Vanzolini para empreendimentos com alto padrão de qualidade ambiental. Lafayette explica que os prédios são construídos com placas de energia solar para aquecimento das águas dos chuveiros, sistema de reaproveitamento de água das torneiras nas descargas sanitárias, uso de sensores de movimento nos corredores para economia de eletricidade e medidores individuais de água para os apartamentos.

“A economia de água é de 50%. E só de saber que você está pagando pelo que consome, com a medição individual, isso já reduz em 30% o consumo”, garante Marcelo Lafayette. Dentro da empresa, medidas como a não utilização de copos descartáveis e a coleta seletiva já fazem parte da rotina: “É uma questão de sobrevivência”. A professora universitária de economia e empreendedorismo, assessora da superintendência do Sebrae, Isabel Ribeiro, alerta que as empresas precisam se adequar às novas tendências: “Ser sustentável não é só reciclar. Reciclagem é fim de tubo. Tem que ter um consumo consciente para reduzir custos. reduzir a geração de resíduos é o ponto de partida”. Isabel Ribeiro destaca que as empresas podem adotar ações eco eficientes com medidas simples, como o uso de ventilação e iluminação natural, reutilização de resíduos, transformando-os em matéria prima para outras empresas, além da aquisição de equipamentos energeticamente eficientes.