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14 de Setembro de 2011

Empresários são a favor da Via Atlântica

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Depois de o secretário de Desenvolvimento, Habitação e Meio Ambiente da prefeitura, Paulo Damasceno, defender a retomada do projeto da Avenida Atlântica, dirigentes do setor produtivo e profissional da área de arquitetura defenderam a necessidade do projeto de uma segunda via alternativa à Paralela – a primeira, a Linha Viva, encontra-se em fase de licitação. “Hoje em dia, fala-se muito em mobilidade. Não se pode prescindir de uma proposta que traga mais ordenamento ao tráfego”, afirmou o presidente do Sindilojas, Paulo Motta.


O setor de comércio e serviços é sempre atingido por engarrafamento, pois não funciona se o cliente não puder se deslocar. O presidente da Federação do Comércio (Fecomércio-BA), Carlos Amaral, elenca outras motivações para a retomada do projeto. “Não vou dizer que o comércio não é prejudicado. É sim, mas não só ele, isso é importante que se diga. Muita gente já mora na área da Estrada do Coco e enfrenta o tráfego na Paralela”, ressaltou. Em entrevista à Tribuna, publicada na última segunda, 12, o secretário Paulo Damasceno reconheceu a necessidade de obras que melhorem a cidade e a qualidade de vida da população. A seu ver, a reação contra a Via Atlântica foi precipitada, pois as condicionantes ambientais são determinadas nos Estudos de Impacto Ambiental (EIA-Rima), não autorizado pelo Comam, o que provocou a retirada da proposta pela prefeitura.
 

“O Eia-Rima é um trabalho técnico, de alta especialização. As pessoas (contrárias à Avenida Atlântica) se contrapuzeram a ideias, ainda nem era projeto, e sem buscar um conhecimento mais acurado”. Carlos Amaral observa que em dias de jogos nos estádios Barradão ou Pituaçu – ambos com acesso pela Paralela -, o trânsito na Avenida Luiz Viana Filho fica paralisado desde às 19 horas num jogo que comece duas horas depois. Para viajar de avião, o presidente da Fecomércio enfrenta gargalos se o voo for a partir de 7 horas da manhã. “O trânsito está assoberbado. Se não houver uma medida alternativa, vamos viver momentos ainda piores. Acho correto (o projeto da Via Atlântica). Toda medida que vier a melhorar o tráfego é necessária”, arrematou.